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Fonterra abre planta da Austrália para suprir maior demanda de queijo para pizza na China

25/08/2017 08:55:45 - Por: Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint

A Fonterra disse que as pizzarias ocidentais ganharam popularidade na China e metade das pizzas consumidas no país usa queijo da Fonterra.

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A Fonterra Co-operative Group expandiu suas operações na Austrália, abrindo uma planta em Victoria, para atender a demanda de queijos para pizza na China. A planta de US$ 111 milhões em Stanhope vai fabricar queijo para o mercado chinês, japonês e outros. A Fonterra disse que as pizzarias ocidentais ganharam popularidade na China e metade das pizzas consumidas no país usa queijo da Fonterra, de forma que a demanda por queijo é forte.

Rene Dedoncker, diretor-gerente da Fonterra Australia, disse que o queijo da Austrália e da Nova Zelândia é feito com leite de vacas criadas a pasto, o que lhe dá um sabor rico e uma cor amarela natural. Ele destacou que há espaço para crescimento no mercado japonês, acrescentando que o consumo de queijo está aumentando 3% ao ano. 

A planta da Fonterra de Victoria substitui uma planta que foi destruída por um incêndio em dezembro de 2014. Ela aumenta a capacidade de produção em 50%, produzindo 45 mil toneladas de muçarela e outros queijos, incluindo cheddar, parmesão e romano, por ano. Na cerimônia de abertura, John Wilson, presidente da diretoria da Fonterra, disse que a planta era "um investimento estratégico com vista ao consumo mundial de queijos".

Planta de muçarela

A Fonterra abriu uma planta de muçarela de US$ 240 milhões para produzir muçarela congelada individualmente rapidamente (IQF) em Clandeboye, na Nova Zelândia, no ano passado, o maior produtor de muçarela natural no Hemisfério Sul.

Robert Spurway, COO de operações globais, da Fonterra, disse na ocasião que a demanda por muçarela fora da China e a Ásia em geral continua crescendo, a medida que mais consumidores buscam produtos lácteos naturais (veja matéria relacionada). 

A muçarela IQF reduz o tempo de processamento de três meses a seis horas e é um dos segredos mais bem guardados da cooperativa. A tecnologia, desenvolvida pelo Fonterra Research and Development Center, foi apoiada pela Transforming the Dairy Value Chain - um programa de Parceria de Crescimento Primário (PGP) entre o Ministério das Indústrias Primárias, a Fonterra e a DairyNZ.

"Quarenta por cento das pessoas na China urbana agora comem em estabelecimentos de fast food no estilo ocidental, uma vez por semana, e o uso de produtos lácteos no setor de food service cresceu mais de 30% em cinco anos", disse Jacqueline Chow, COO, Global Consumer and Foodservice da Fonterra. "Vemos um enorme potencial de crescimento e nossas equipes no mercado estão continuamente trabalhando para expandir essa parte valiosa do negócio, enquanto trabalhamos para que o setor de food service alcance US$ 5 bilhões em 2023".

O uso de produtos lácteos na indústria de restaurantes da China cresceu 30% nos últimos cinco anos, de acordo com a empresa norte-americana de pesquisa, Nielsen.

Expansão australiana 

A Fonterra expandiu suas operações australianas nos últimos anos, capitalizando sobre tarifas mais baixas de lácteos em acordos de livre comércio com China e Japão, que entraram em vigor em 2015.

O volume de leite que a empresa processa na Austrália aumentou 30% com relação ao ano anterior até junho, com a maior parte sendo destinada à produção de queijo para a Ásia, disse Dedoncker.

A Fonterra, maior empresa da Nova Zelândia, é a sexta maior empresa de lácteos do mundo por vendas, de acordo com o Rabobank. A empresa exporta produtos lácteos para 140 mercados, incluindo o Japão, onde representa cerca de 30% das importações de queijo.