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Tangará Foods prevê faturamento de R$ 800 mi

11/09/2017 10:25:17 - Por: Diário do Comécio

Com matriz operacional em Belo Horizonte, deve saltar 28%, passando de R$ 625 milhões em 2016, para R$ 800 milhões em 2017.

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O faturamento da empresa de soluções lácteas Tangará Foods, com matriz operacional em Belo Horizonte, deve saltar 28%, passando de R$ 625 milhões em 2016, para R$ 800 milhões em 2017. Para alcançar o resultado, a companhia, dona das marcas Nutricional, Nutrimax e Purelac, atualizou o planejamento estratégico até 2019 que, além de contar com investimentos de R$ 80 milhões nas unidades que mantém em Vila Velha (ES) e Estrela (RS), considera a possibilidade de aquisições de duas plantas entre 2018 e 2020.

De acordo com o diretor de Controladoria e Finanças do Grupo Tangará Foods, Clivair Cunha Junior, os investimentos visam o aumento da capacidade de produção, conforme previsto no planejamento estratégico. Hoje, o volume de produção nas plantas de Vila Velha e Estrela está em torno de 4 mil toneladas/mês.

Neste ano, o principal destaque da Tangará Foods é a inauguração, ocorrida em março deste ano, do Centro Tecnológico (CT) instalado na unidade de Vila Velha. O CT recebeu aproximadamente R$ 4,5 milhões em investimentos ao longo de dois anos. “A busca constante por inovação em produtos - aplicações e processos - faz parte do DNA da empresa. O Centro Tecnológico é, dessa forma, a peça-chave deste processo”, ressalta Cunha Junior.

O CT conta com uma infraestrutura robusta para simulação e desenvolvimento de testes, formulações, prototipação e reengenharia de produtos. No espaço também são realizados treinamentos e parcerias colaborativas de conhecimento em soluções lácteas. A estrutura inclui uma cozinha experimental e quatro “plantas-piloto” com equipamentos de alta tecnologia para simulação dos processos industriais (sorveteria, padaria, queijaria, concentração e desidratação).

Para apoiar essa infraestrutura, a Tangará mantém uma equipe de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) preparada para oferecer consultoria, formação e qualificação. Com isso, o cliente tem a possibilidade de testar diversas fórmulas, até encontrar a solução ideal para a sua empresa.

Mix de produtos – Atualmente, o portfólio da empresa é de cerca de 70 sku´s (Stock Keeping Unit, em uma tradução livre, unidade para manutenção em estoque). Esse ano, a empresa apresentou, na Fispal - maior feira de alimentação fora do lar da América Latina - novas soluções lácteas para o segmento de sorveteria: os compostos Purelac Master, Premium e Pro. “Em breve, porém desta vez voltado para o segmento varejista, será o lançamento da família Lolla, cujo mix de produtos será inicialmente composto por leite em pó integral, desnatado, instantâneo e sem lactose, além de leite condensado, creme de leite e achocolatado em pó”, completa o diretor.

Hoje, a rede de distribuição atende cerca de 7.500 pontos de vendas, abrangendo todo o território nacional, nos segmentos de Varejo, Sorveteria, Padarias e Food Industry. Para 2018, esclarece o executivo, a empresa retomará a unidade de exportação de lácteos, focando em atender a América do Sul e África. “Neste momento, queremos dar foco total ao mercado interno, onde temos convicção de crescer em market share em todos os segmentos que atuamos”, afirma.

Um novo centro de distribuição em Pernambuco, que trará agilidade ao atendimento dos clientes no Norte e Nordeste também está na ordem do dia. A previsão é de que a unidade, que ocupa uma área de 2 mil metros quadrados e recebeu investimentos de R$ 1,5 milhão, seja inaugurada ainda neste mês.

Expansão na crise - Na opinião de Cunha Junior, mesmo o Brasil vivendo uma crise “sem precedentes nos últimos dois anos”, a empresa manteve um bom desempenho. “No ano de 2016, crescemos nossas vendas em 25% e nosso Ebitda em 60%, ou seja, toda a crise gera inúmeras oportunidades, e nossa companhia tem aproveitado bem este momento”, avalia.

No entanto, para este ano, as previsões do diretor não estão tão positivas quanto em 2016. Mesmo assim, ele diz, vão fechar o ano no azul, e com lançamentos importantes em portfólio de produtos, focados no varejo e no food service. “Também já estamos mapeando vários targets para aquisições de pelo menos mais uma planta industrial, para iniciarmos as operações no princípio do ano 2018, visando o aumento de nossa capacidade de produção”, diz.

A empresa vem se preparando, desde 2015, para se consolidar no mercado. Foram investidos R$ 6,5 milhões na unidade industrial em Estrela (RS), visando desenvolver compostos lácteos de alta performance.