Home » Cadeia do Leite » CCPR quer recomprar fatia de 50% na Itambé

CCPR quer recomprar fatia de 50% na Itambé

15/09/2017 09:19:56 - Por: Valor Econômico

O acordo de acionistas entre CCPR e Vigor prevê que a cooperativa central teria a opção de recomprar as ações.

Responsive image
A Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda. (CCPR), dona de 50% da Itambé Alimentos, quer recomprar os 50% que pertencem à Vigor na empresa de lácteos, segundo fontes familiarizadas com o tema. No começo de agosto, a mexicana Lala Foods anunciou a compra de até 100% da Vigor - controlada pela J&F - e, direta ou indiretamente, de até 100% da Itambé, por R$ 5,725 bilhões.

A opção de recompra da participação pela CCPR, em caso de venda da Vigor, estava prevista no acordo de acionistas acertado entre as partes em 2013, quando a companhia controlada pela J&F adquiriu 50% da Itambé da CCPR. A decisão de optar pela recompra das ações foi aprovada ontem em assembleia geral extraordinária das 31 cooperativas que fazem parte da central.

A reportagem não conseguiu contato com a direção da CCPR ontem para comentar.

O acordo de acionistas entre CCPR e Vigor prevê que a cooperativa central teria a opção de recomprar as ações - pelo valor que foi oferecido pela Vigor -, de vender sua participação ou fatia dela ou de permanecer como sócia do novo acionista.

A operação anunciada pela mexicana Lala e pela J&F, em agosto, no valor de R$ 5,725 bilhões, inclui dívidas e ainda não foi concluída.

Nesse valor a ser pago pela Lala, os 100% da Itambé estão avaliados em R$ 1,4 bilhão e o restante, cerca de R$ 4,3 bilhões, refere-se à Vigor. O valor de R$ 1,4 bilhão atribuído à Itambé inclui dívidas de R$ 200 milhões da empresa, segundo fontes.

O plano da CCPR para financiar a recompra da fatia de 50% - com valor estimado de R$ 600 milhões - inclui um empréstimo de R$ 500 milhões, com prazo em torno de oito anos, junto a um pool de bancos liderado pelo Banco do Brasil. Os outros R$ 100 milhões seriam financiados com a entrada de um fundo no capital da Itambé, disseram as fontes. Procurado, o BB não comentou.

A intenção da CCPR com a recompra, conforme especialistas do setor de lácteos, é voltar a ter força no comando na Itambé, uma vez que perdeu poder na empresa quando vendeu a participação de 50% para a Vigor, por R$ 410 milhões, em 2013.

A CCPR tem até o dia 20 deste mês para informar à Lala sobre sua intenção de recomprar a participação na Itambé. A partir daí, tem mais 30 dias para pagar o valor da fatia recomprada, se efetivamente obtiver os recursos para esse fim.

A recompra dos 50% da Itambé pela CCPR seria um revés para a Lala, segundo analistas do setor de lácteos. Um das razões é que a empresa tem ativos importantes para os planos da empresa mexicana de avançar no Brasil. Além disso, também há uma bacia leiteira em jogo, já que os produtores das cooperativas filiadas à CCPR fornecem o leite para processamento na Itambé. Há até mesmo quem acredite que a Lala poderia desistir do negócio se a CCPR fizer a recompra.

Em teleconferência com investidores para tratar da aquisição, no dia 4 de agosto, o CEO da Lala, Scot Rank deu a entender que a companhia mexicana gostaria de manter a parceria com a CCPR na Itambé. "Gostaríamos de manter essa relação com a CCPR. É uma cooperativa boa, com leite de grande qualidade. (...) Estamos muito interessados em manter o relacionamento com a cooperativa por muitos e muitos anos que virão", disse a analistas e investidores na ocasião.

Analistas do setor de lácteos consideram ainda que sem a Itambé, o negócio terá saído muito caro para a Lala. Os múltiplos da transação ficaram em 1,1 vez as vendas consolidadas de Vigor e Itambé e em 17,4 vezes o Ebitda consolidado. (Colaborou Cristiano Zaia, de Brasília).




hacklink child porno hacklink medyum beylikdüzü escort chip satışı zynga chip zynga chip chip satışı istanbul evden eve nakliyat sancaktepe evden eve nakliyat mersin escort astropay astropay bozum astropay bozdurma paykasa sisli escort bayan