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Abate de bovinos cresce em Minas Gerais

19/09/2017 10:25:42 - Por: Diário do Comércio

No segundo trimestre alta foi de 2,6% frente a igual período de 2016, enquanto no Brasil houve queda de 3,1%.

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O abate de bovinos em Minas Gerais, ao longo do segundo trimestre de 2017, apresentou incremento de 2,6% frente a igual período do ano anterior. Os preços mais acessíveis dos cortes bovinos e o aumento das exportações justificam o aumento. No intervalo, o abate de suínos ficou praticamente estável, com pequena elevação de 0,1%, mas em comparação com o primeiro trimestre mostrou alta de 4,9%. Já no segmento de frangos, foi verificada redução de 12,9% no abate. Com preços abaixo dos custos, a produção de leite em Minas Gerais encerrou o período com queda de 2,6%. Os dados são da Pesquisa Trimestral de Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação aos bovinos, Minas Gerais foi responsável pelo abate de 682 mil cabeças, volume 2,6% maior que o registrado no segundo trimestre de 2016. No intervalo, o peso das carcaças subiu 3,6%, alcançando 163,2 mil toneladas. No Brasil, foi verificada queda de 3,1% no abate dos bovinos. De acordo com os pesquisadores do IBGE, os preços do boi gordo mantiveram-se abaixo dos praticados em igual período do ano passado, redução que chegou aos consumidores e contribuiu para o aumento da demanda.

Outro fator positivo vivenciado no Estado é o aumento das exportações do produto. De acordo com os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), entre abril e junho de 2017, Minas Gerais exportou 28,7 mil toneladas de carne bovina, ante o volume de 23 mil toneladas destinadas ao mercado externo no mesmo período de 2016, aumento de 24,7%.

“As exportações de carne bovina estão em alta, o que, aliado à diversidade de frigoríficos instalados em Minas Gerais, favoreceu o crescimento dos abates, mesmo após as delações envolvendo a JBS, fato que afetou o abate em outros estados produtores”, explicou a coordenadora da Assessoria Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso.

Suínos - O levantamento do IBGE mostrou que, em Minas Gerais, ao longo do segundo trimestre de 2017, foram abatidos 1,34 milhão suínos, incremento de apenas 0,1% frente ao mesmo intervalo do ano passado. No período, o peso da carcaça cresceu 0,9%, somando 116 mil toneladas. Na comparação do segundo trimestre com o primeiro, foi verificada alta de 4,9%.

Apesar da estabilidade verificada no abate de suínos no segundo trimestre de 2017, no acumulado dos seis primeiros meses, o abate somou 2,63 milhões de cabeças, volume 1,15% superior ao verificado no mesmo período de 2016.

“Podemos relacionar o incremento a vários fatores. O consumo de carne suína, em Minas Gerias, já é grande e vem sendo incentivado por campanhas e pelos cortes diferenciados disponibilizados para o mercado. Além disso, estamos vendo uma pequena recuperação na economia, e qualquer melhora reflete no maior consumo pelos preços da carne suína serem mais acessíveis que as demais”, explicou Aline.

Ovos e leite - Outro produto com demanda em alta são os ovos. A produção mineira cresceu 6,9% no segundo trimestre de 2017, somando 78,2 milhões de dúzias. O efetivo de galinhas está 0,8% maior, com plantel de 14,12 milhões de poedeiras. “Já tínhamos uma expectativa de que em 2017 o consumo de ovos seria maior, o que é justificado pela atual situação econômica. Por ser um produto de preço mais acessível, o consumo é estimulado”, disse Aline.

Em Minas Gerais, a produção de leite recuou 2,6% no segundo trimestre de 2017, o que é atribuído aos preços baixos e insuficientes para cobrir os gastos com a atividade. Com o pecuarista desestimulado, a produção encerrou o período em 1,37 bilhão de litros, ante o volume de 1,41 bilhão captados em igual intervalo de 2016.

Frangos - No caso do frango, foi verificada queda de 12,9%, com o abate de 103,5 milhões de aves. Ao todo, o peso das carcaças atingiu 233,6 mil toneladas, volume 3,1% menor que o registrado no segundo trimestre de 2016.

Um dos motivos da queda é a redução dos preços pagos pelo quilo do frango vivo. Para se ter uma ideia, no encerramento de junho o quilo da ave viva foi negociado, em média, a R$ 2,60 no Estado, queda de 13,46% quando comparado aos R$ 2,95 praticados no mesmo período de 2016.

“No ano passado, o aumento dos custos fez com que muitos produtores repensassem a atividade e isso promoveu uma reformulação dos plantéis. Outro fator são os preços, que estão bem mais baixos que os verificados no ano anterior”, explicou Aline.