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Segundo dados,em um ano preço do leite cai cerca de 23%

09/10/2017 09:54:57 - Por: Exame

O recuo analisado não leva em consideração o frete e nem os impostos.

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O valor que os produtores recebiam pelo leite já tinha abaixado no mês de julho, e essa tendência se manteve para o mês de agosto, em que o preço diminuiu R$ 0,08 por litro. Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Esses valores foram coletados de acordo com a média Brasil, que é feita baseada em uma média de vários estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O recuo analisado não leva em consideração o frete e nem os impostos.

Com mais essa queda, o litro do leite foi ao menor valor em 1 ano e 4 meses. A última ocasião em que o valor esteve tão baixo foi no mês de abril de 2016, que apontava pouco mais de R$ 1,15 por litro.

Ao fazer uma comparação com o mês de julho de 2017, a queda foi de 6,38%. Já comparado com o valor de agosto passado, a queda é mais brusca: de 23,34%.

Motivos que levam à queda dos preços

É mais do que sabido que o poder de compra da população varia diretamente de acordo com o aumento da renda. Como o Brasil ainda está em uma fase de recuperação econômica, o poder aquisitivo da população ainda não está tão alto e estabilizado assim.

Por isso, a demanda de produtos lácteos por parte dos consumidores vem diminuindo, o que faz com que os produtores tenham que abaixar os preços para ter condições de vender seus produtos.

Também de acordo com o Cepea, uma alternativa que vem sendo cada vez mais adotada pelos comerciantes é o oferecimento de promoções, em que eles abaixam bastante o valor do produto.

Esse aumento de captação ocorreu em todos os estados citados anteriormente, exceto no estado de Goiás. O bom preço da silagem e também as condições do clima, que foram favoráveis, contribuíram para uma maior captação. Essas informações foram obtidas pelo ICAP-L (Índice de Captação do Leite).

Como serão os próximos meses?

A maioria das expectativas são que a queda dos preços ainda se manterá. Pelo menos é esse o palpite de quase 75% dos agentes que foram consultados, os quais representam uma porcentagem quase igual em relação ao volume de leite amostrado.

Na sequência, quase 14% dos agentes manifestou sua crença no aumento dos preços, ao passo que mais de 11% acreditam na manutenção dos valores.

Para saber o que realmente acontecerá com os preços, será necessário aguardar a demanda de produtos lácteos e também as condições de clima que o Brasil apresentará. Um ponto positivo é que a taxa de desemprego diminuiu em 0,2%, o que não é muito, mas na verdade demonstra uma tímida reação positiva.

A demanda realmente pode aumentar, já que o IBGE informou que o mercado está se recuperando, mesmo que em grande parte por empregos informais, que também resultam na movimentação de renda no país.

Quanto às condições climáticas, existe o temor de que o La Niña atinja o Brasil. Esse fenômeno consiste no resfriamento da água do Oceano Pacífico, o que já vem acontecendo, mesmo que levemente. A confirmação virá apenas nos próximos meses, de acordo com as correntes de vento que atingirão a região.

A produção láctea poderia sofrer de duas formas com o La Niña: por meio da diminuição da postagem decorrente da redução do índice pluviométrico e também por causa da diminuição da produção do milho, o que poderia resultar no aumento de preços da ração para gado.

Esse fato apenas ressalta que os produtores de leite precisam estar totalmente atentos ao mercado e fazer uma gestão perfeita de suas empresas. Para isso, o melhor é contar com um sistema ERP para empresas, como o oferecido pela Magistech, que é referência no segmento de gestão de indústrias lácteas há mais de 15 anos e conta com um software específico para esses clientes.