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Oferta elevada voltou a pressionar cotações do leite em outubro

03/11/2017 08:29:47 - Por: Valor Econômico

O Índice Scot de Captação de Leite mostrou que a produção cresceu mais 0,3% em setembro sobre agosto na média nacional.

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Novamente, o preço médio do leite ao produtor brasileiro recuou em outubro. Mas o ritmo da queda foi menor do que no mês anterior, conforme levantamento da Scot Consultoria. No mês que passou, os produtores receberam R$ 1,060 por litro de leite entregue aos laticínios em setembro, recuo de 2,5% em relação aos R$ 1,087 precedentes.

De acordo com Rafael Ribeiro, analista da Scot, o recuo refletiu ainda o aumento da produção de leite em setembro e a persistente demanda fraca por lácteos. O Índice Scot de Captação de Leite mostrou que a produção cresceu mais 0,3% em setembro sobre agosto na média nacional.

A pesquisa da Scot considera o preço do leite em 17 Estados. Com um levantamento em sete Estados, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apurou um recuo de 7,3% no valor líquido do leite ao produtor em outubro, para, em média, R$ 1,005 por litro.

Segundo a Scot Consultoria, os preços do leite longa vida no atacado tiveram leve recuperação em outubro sobre setembro. Em São Paulo, houve alta de R$ 0,05 por litro, para R$ 2,18. "Foi uma tentativa das indústrias de recuperar margens, uma vez que estão trabalhando com prejuízo", observou Ribeiro.

Ele afirmou, no entanto, que essa alta no atacado não indica uma reação do consumo. Assim, o aumento só será repassado ao produtor se houver melhora na demanda, avaliou. Os preços no varejo continuaram em queda, saindo de R$ 2,90 em setembro para R$ 2,85 mês passado, segundo a Scot.

No curto prazo, de acordo com a pesquisa da consultoria com 156 laticínios, indústrias e cooperativas, a tendência ainda é de retração do preço ao produtor. Mas a expectativa é de manutenção em dezembro, já que a oferta já está "mais comedida" no Sul do Brasil, pois o rebanho leiteiro começou a ser retirado das pastagens de inverno e houve alta nos custos de produção.

Para o pagamento de novembro, 48% dos entrevistados pela Scot esperam manutenção dos preços da matéria-prima, 45%, recuo e o restante tem expectativa de alta.