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Professora da Unifacisa patenteia iogurte de leite de cabra

24/11/2017 10:24:36 - Por: Unifacisa. Foto: Divulgação

O iogurte tem sido um alimento amplamente consumido, um derivado do leite obtido pela fermentação.

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A busca de qualidade de vida e consequente melhoria da saúde pode ocorrer com uma escolha alimentar adequada. Por este motivo, alimentos com funcionalidades diferentes do ato de nutrir estão recebendo grande procura dos consumidores.

O iogurte tem sido um alimento amplamente consumido, um derivado do leite obtido pela fermentação. Devido as suas diversas propriedades, é agregado de valores terapêuticos e probióticos que resultam melhoria da saúde, da nutrição, além de apresentar alta digestibilidade.

O diferencial do iogurte é que ele pode ter Probióticos mantidos na quantidade sugerida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para realizar a função de alimento funcional, melhorando a flora intestinal e estimulando uma absorção mais efetiva de nutrientes.

Após anos de estudo, a professora do curso de Nutrição da Unifacisa, Mayra da Silva Cavalcanti, conseguiu a patente de um iogurte resultado da dissertação de mestrado dela. A proposta veio de um trabalho já realizado pelas professoras da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Rita de Cassia Queiroga e Maria Elieidy Gomes, que estudam o leite de cabra já a alguns anos.

O mestrado foi realizado pela Pós-graduação em Ciência e Tecnologias de Alimentos da UFPB, em João Pessoa.

O leite de cabra difere do leite de vaca por apresentar características hipoalergênicas, é mais rico em ácidos graxos de cadeia curta ou saturados, os quais proporcionam uma boa absorção do produto pelo organismo. É recomendado por médicos e nutricionistas para ser consumido por crianças alérgicas ao leite de vaca ou na falta de leite materno, pois contém os elementos necessários à nutrição como: açúcares, gorduras, vitaminas, cálcio e fósforo.

“A minha dissertação foi baseada na elaboração de um Fermentado, tipo iogurte, de leite caprino, com possíveis propriedades probióticas e geleia de goiaba. O intuito maior é fomentar a utilização deste leite tão discriminado em nossa região e ao mesmo tempo tão presente, trazendo assim, mais uma forma de utilizar o leite caprino em nossa região”, afirmou a pesquisadora.

Ainda de acordo com a professora, os probióticos são microorganismos vivos que quando consumidos em quantidade suficiente melhoram a flora intestinal, aumentando as características de absorção e de defesa. Já são estudados por diminuir a incidência de câncer de colón e de doenças intestinais, como colite, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn e inflamação intestinal, além de já está sendo associado a melhora em outras patologias.

“Depois dos resultados da análise sensorial realizada no estudo, foi observado uma boa aceitação do produto. E como não existe nenhum produto próximo e com tais propriedades benéficas, vimos uma ótima oportunidade de assegurar a propriedade intelectual do mesmo. Ainda não temos a intenção de venda, por que queremos pesquisar e encontrar mais certificações, das qualidades nutricionais, assim como das propriedades do produto. O maior entrave é a rejeição cultural por ser oriundo de leite de cabra. Mas, nos testes de aceitação sensorial e de intenção de compra ele foi bem aceito. Ademais, alguns derivados do leite de cabra já estão sendo comercializados em supermercados de grande porte. O que nos abre uma oportunidade para futura comercialização”, concluiu.