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Leite: produção mundial deve crescer 1,8%

24/11/2017 10:40:56 - Por: Scot Consultoria

Segundo Scot Consultoria, captação também deve ter aumento no Brasil em 2017.

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A produção mundial de leite está crescendo desde 2009, no entanto, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), no ano passado o crescimento ocorreu em um ritmo menor. O volume global atingiu 596,31 bilhões de litros em 2016, aumento de 0,7% frente a 2015.

A estimativa do Departamento para 2017 é de incremento de 1,8% em relação a 2016, atingindo 606,86 bilhões de litros. O crescimento médio, de 2010 a 2015, foi de 2,9% ao ano. Já para 2018, a estimava é de aumento de 1,9% na produção, alcançando 618,50 bilhões de litros.

A cotação mais alta do leite e lácteos no mercado internacional (que estimula a produção) e a demanda mundial crescente são os fatores de aumento da oferta em curto prazo.

Cabe destacar que o consumo de lácteos no cenário mundial tem se diferenciado do Brasil, puxado pelo aumento da demanda dos países asiáticos, com destaque para a China.

No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015, a produção foi de 34,61 bilhões de litros, queda de 1,5% em relação a 2014. Os dados de produção de 2016 totalizaram 33,62 bilhões de litros, queda de 2,8% naquele ano.

Para 2017, segundo Índice de Captação de Leite da Scot Consultoria, de janeiro a outubro, a produção aumentou 2,2% comparativamente com o mesmo período do ano anterior.

A produção vem crescendo com o clima favorável e também em função da queda nos custos de produção, especialmente da dieta, em função da cotação do milho e do farelo de soja.

Para 2018, esperando uma recuperação na produção, a expectativa é de incremento de 1,8% no volume captado, voltando ao patamar de 35 bilhões de litros.

Expectativas - Considerando o quadro de oferta ainda ajustado no mercado interno este ano e no ano que vem (crescimentos comedidos da produção), a expectativa é de preços firmes para a cadeia do leite, especialmente no primeiro semestre de 2018.

No entanto, a situação ainda é de cautela para o produtor, já que a atividade leiteira vem de dois anos ruins, de margens apertadas e prejuízos em muitos casos. O produtor de leite está descapitalizado e a sugestão é aproveitar os resultados melhores no primeiro semestre para recompor caixa.