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Preços do leite começam a se estabilizar

07/12/2017 10:15:44 - Por: Diário do Comércio

Após cinco meses em queda, em novembro o valor líquido aumentou 0,12% em Minas Gerais.

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Em Minas Gerais, depois de cinco meses de quedas consecutivas na cotação do leite, em novembro, referente à produção entregue em outubro, os preços se mantiveram praticamente estáveis, mas com pequena sinalização de recuperação. De acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o valor bruto do litro de leite encerrou o período, na média estadual, a R$ 1,14, variação positiva de 0,73% frente ao mês anterior. O valor líquido ficou 0,12% maior, com o litro cotado a R$ 1,03. A variação positiva nos preços, mesmo que pequena, é fundamental para o setor produtivo que, ao longo do ano, acumulou prejuízos pelos baixos preços praticados.

De acordo com o diretor da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), presidente da Comissão Nacional da Bovinocultura de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Câmara Setorial de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Rodrigo Alvim, o setor produtivo precisa da retomada dos preços.

“A quebra da sequência de queda dos preços era muito esperada pelo setor, já que o valor do leite caiu por um longo período. O valor atual é insuficiente para resolver a renda do produtor e cobrir o custo, mas pelo menos deixou de cair e está sinalizando para novos aumentos. A situação ainda não está resolvida e a indústria precisa rever os preços. Claro que tudo isso depende do mercado e do consumo e sabemos que a demanda está extremamente fraca. Precisamos torcer pela recuperação da economia, que será fundamental para sairmos desta crise”

De acordo com as informações do Cepea, em novembro, na média Brasil, composta pelos resultados obtidos nos estados de Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande de Sul e Goiás, o litro de leite foi vendido, na média líquida, a R$ 1 por litro, valor praticamente estável, com pequena variação negativa de 0,48% frente ao mês anterior. Os pesquisadores do Cepea ressaltam que, de junho até novembro, o valor do leite recuou expressivos 22,1%.

No mesmo período, o Índice de Captação de Leite (Icap-l) do Cepea recuou 1,8% na média Brasil, principalmente devido à menor produção no Sul do País. Em Minas Gerais a captação aumentou 2,8%, como é típico nesta época do ano em função das chuvas e recuperação das pastagens.

Mercado - Ainda segundo os pesquisadores do Cepea, o mercado para o leite segue enfraquecido e os estoques estão ainda mais elevados. A crise econômica, o alto nível de desemprego e a queda da renda familiar são fatores que limitam o consumo de leite e derivados. Com todos estes fatores, na média Brasil a queda nos preços não foi maior devido ao atual patamar de preços, que é considerado muito baixo pelo setor.

Os valores retraídos também têm desmotivado muitos produtores a investir ou até mesmo a continuar na atividade. Outro fator que impediu um recuo maior no preço foi a captação leiteira, que caiu em outubro, depois de cinco meses em alta.

Em Minas Gerais, a cotação bruta do litro de leite ficou 0,73% maior em novembro, referente à produção entregue em outubro, com o litro negociado a R$ 1,14. O valor líquido, R$ 1,03, apresentou incremento de 0,12%. A sinalização de uma possível alta é importante para o produto mineiro, que vem acumulando prejuízos com a baixa cotação do produto.

Para dezembro, 68% dos colaboradores consultados pelo Cepea, que representam 70% do volume amostrado, acreditam em estabilidade nas cotações. Outros 21,3%, que respondem por 17% da amostra, apostam em alta e 10,6%, que respondem por 13% do volume, acreditam em queda dos preços.




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