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Tecnologia e assistência ofertada pelo governo elevam qualidade do leite no Acre

15/02/2018 10:50:21 - Por: Notícias do Acre. Foto: Alexandre Noronha

Atualmente, são processados aproximadamente 50 mil litros de leite por dia em laticínios locais.

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A cadeia do leite no Acre começa a colher os frutos dos investimentos que o governo do Estado tem aplicado no setor com incremento de tecnologia, aliada à assistência técnica e entrega de insumos.

A metodologia funciona da seguinte maneira: o governo oferta insumos para melhoria e correção de solo de áreas de pastagens, equipamentos para melhor acondicionamento de produtos da cadeia leiteira e tudo segue com acompanhamento de técnicos qualificados da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof).

Para isso, o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre (PDSA) investe R$ 2,30 milhões na aquisição de insumos (adubo, calcário e semente de capim) com o propósito de trabalhar a melhoria da pastagem já existente, motivando os períodos de entressafra.

Balde cheio

Ao todo, 67 produtores do Baixo e Alto Acre e Purus são atendidos pelo programa de incentivo a bacia leiteira do estado.

A Seaprof atua prestando apoio em propriedades de pequeno e médio porte, disponibilizando assistência para comprovar com resultados práticos que, mesmo em áreas pequenas, é possível melhorar a qualidade do leite, se o produtor aliar tecnologia ao seu trabalho.

É o caso do produtor Arquileudo Ferreira Jardim, o Leudo, como prefere ser chamado. Leudo tem uma área de aproximadamente sete hectares, localizada num projeto de assentamento na região da Baixa Verde, em Senador Guiomard.

“Era um negócio novo para mim quando comecei porque eu mexia com gado Nelore. Não sabia nem por onde começar. Eu colocava nessa área 10 vacas e num dia o pasto já estava todo batido. Logo, tinha que tirar, levar para outra área e o manejo era muito ruim, o capim era feio. Foi quando ouvi falar no trabalho do Dantas e do Alexandre Benvindo [técnicos da Seaprof] procurei eles e pedi ajuda”, conta o produtor da Baixa Verde.

Leudo Jardim lembra que no início não sabia se teria que custear a correção de adubagem de solo porque na época não havia um programa de incentivo que ofertasse isso ao produtor. Ainda assim, ele diz que os técnicos do Estado foram à sua propriedade para verificar as condições e prestar auxílio que fosse possível.

“Começamos com um piquete [área de pastagem] de 11×17 metros intensivo. Fiz o teste, mas não tinha adubo específico, então usei a ‘cama de frango’ [técnica que utiliza adubo feito de fezes de galinha] e ficou bom. Um ano depois, fizemos os piquetes de 25×47 metros e outros de 25×25 metros. Fui vendo que o projeto de piquetamento era bom. Logo depois, veio o projeto da adubação. Foi assim que o leite começou a melhorar”, diz Leudo Jardim.

Hoje, em 2,5 hectares o produtor coloca 10 vacas, os demais animais ficam soltos, chamados gado solteiro. “Quando chegou a adubação oferecida pelo governo, me animei muito. Recebi 15 toneladas de calcário e 60 sacas de adubo. Melhorou muito para mim. Se eu fosse tirar do meu bolso ia ser mais demorado. Passei um ano tentando juntar o dinheiro para fazer essa adubação e não dava porque o meu dinheiro era pouco”, comenta o produtor.

Leite de qualidade e mais renda

O coordenador da Cadeia Produtiva do Leite da Seaprof, Francisco Dantas, explica que o PDSA Leite tem como foco principal resgatar a autoestima do produtor dessa área. Para isso, as propriedades foram selecionadas a partir de uma indicação dos laticínios, desta forma, garante-se a comercialização da produção. Foram visitadas 150 propriedades, dessas 67 foram selecionadas para participar do projeto.

“Foi feita a recomendação para correção e intensificamos a produção. Trabalhamos basicamente com quatro tecnologias: a silagem de milho, a capineira, o pasto adubado e o pasto intensificado utilizando as premissas do projeto Balde Cheio”, detalha Dantas.

Francisco Dantas frisa que sempre é otimizado o que há na propriedade, pra não ter gastos excessivos com estrutura física. “O foco principal do projeto é melhorar as condições de alimentação criando estratégias de alimentação para as vacas leiteiras durante todo o ano e, assim, elevar a produtividade dessa propriedade e, consequentemente, a renda. Esse é o grande objetivo do nosso projeto”, pontua o coordenador.

Primeiros resultados

Há 15 anos, Marcos Minore adquiriu sua propriedade localizada na Vila Campinas, Plácido de Castro. O local tem aproximadamente 25 hectares. Ele conta que sua atuação iniciou na ovinocultura e, posteriormente, passou a pecuária de leite. São 12 anos nessa área. No início, a produção era de 12 litros. Desde o começo, o produtor revela que também recebeu apoio da assistência técnica da Seaprof.

“Era um sonho ter essa assistência porque todo produtor quer aumentar sua produção. Sem as técnicas aplicadas pela equipe não seria possível um pequeno produtor conseguir os bons resultados que a gente começa a ver com um ano de projeto. Eu tinha uma área muito degradada, pouco usada, mas agora vemos surgir os resultados”, observa Minore.

Com a aplicação da tecnologia, Minore afirma que foi possível dar viabilidade a sua propriedade rural. “A gente espera colocar de seis a oito cabeças de gado por hectare. Antes, eu tinha dos piquetes. Hoje aumentamos e vemos o resultado no balde. São as mesmas vacas, mas a gente vê uma diferença significativa no balde, apesar de pouco tempo”, afirma.

Marcos Minore conta ainda com o aporte tecnológico de um tanque de resfriamento de leite e ordenhadeiras mecânicas, cedidos pelo governo do Estado. Isso permite que ele estoque por mais tempo a produção de 200 litros de leite por dia sem perder a qualidade.

Mercado fortalecido

Atualmente, são processados aproximadamente 50 mil litros de leite por dia em laticínios locais. Parte desse leite é transformada em queijo que abastece os restaurantes e mercados local.

Laticínios locais estimam que cerca de 10 mil litros de leite sejam processados informalmente s propriedades leiteiras, transformando-se em doces, queijos e manteiga.