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Cepa probiótica pode beneficiar obesos pré-diabéticos combatendo anormalidades metabólicas

06/03/2018 11:14:31 - Por: Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint

Uma pesquisa descobriu que a cepa Shirota LcS do Lactobacillus casei pode aliviar algumas anormalidades metabólicas em indivíduos obesos.

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Uma pesquisa realizada pela Yakult descobriu que a cepa Shirota (LcS) do Lactobacillus casei pode aliviar algumas anormalidades metabólicas em indivíduos obesos pré-diabéticos, embora seus efeitos no controle glicêmico possam ser limitados. Anormalidades metabólicas, como hiperglicemia pós-carga de glicose e dislipidemia, são típicas de um estado pré-diabético relacionado com obesidade - que aumenta os riscos de diabetes tipo 2 e de doenças cardíacas.

Com base nisso, pesquisadores da Yakult realizaram um RCT (randomised clinical trial) para explorar os efeitos do LcS em anormalidades metabólicas em 100 indivíduos obesos pré-diabéticos, cada um com hiperglicemia pós-carga moderada e um IMC de 25 ou superior. Eles foram divididos em dois grupos, com um deles recebendo um leite placebo e o outro recebendo leite fermentado com LcS diariamente durante oito semanas. Todos os marcadores de sangue em jejum dos participantes e a glicose plasmática pós-carga foram medidos.

Uma pesquisa realizada pela Yakult descobriu que a cepa Shirota (LcS) do Lactobacillus casei pode aliviar algumas anormalidades metabólicas em indivíduos obesos pré-diabéticos

Os pesquisadores observaram, posteriormente, que, embora não tenha havido diferença significativa entre os níveis de glicose plasmática pós-carga dos dois grupos, os níveis de glicoalbumina, hemoglobina glicosada e glicose plasmática de pós-carga de uma hora apenas no grupo LcS foram reduzidos após oito semanas de tratamento.

Eles acrescentaram que a "redução nos níveis de glicoalbumina foi estatisticamente maior no grupo LcS do que no grupo placebo". Além disso, as análises estratificadas mostraram melhorias significativas nos níveis de glicose plasmática pós-carga de glicose e nos níveis de glicoalbumina entre aqueles com intolerância grave à glicose no grupo LcS, quando comparados ao grupo placebo. Com relação ao colesterol, o grupo LcS registrou níveis de colesterol total, LDL e não-HDL reduzidos em comparação com o grupo placebo.

No entanto, os pesquisadores também escreveram que, uma vez que não houve diferenças significativas na glicemia plasmática pós-carga entre os dois grupos, eles não puderam determinar os efeitos positivos do LcS na hiperglicemia pós-carga. Além disso, eles não avaliaram como o LcS afetou os marcadores de inflamação, a função de barreira intestinal e a composição da microbiota intestinal, por isso não conseguiram determinar seu mecanismo de ação exato.

Ainda assim, a "redução estatisticamente significativa nos níveis de glicoalbumina no grupo LcS em comparação com a do grupo placebo e os achados das análises estratificadas sugerem que o LcS tem potencial para exercer efeitos favoráveis no controle glicêmico”.

Eles concluíram: ‘são necessários mais estudos para esclarecer os efeitos benéficos do LcS no controle glicêmico em um maior número de indivíduos com intolerância avançada à glicose e/ou resistência à insulina e para esclarecer o mecanismo de ação dos LcS usando modelos animais e/ou ensaios clínicos’.

"As descobertas do presente estudo sugerem que o LcS pode afetar de forma favorável anormalidades metabólicas em indivíduos pré-diabéticos obesos, embora os efeitos no controle glicêmico possam ser limitados".