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Vivaleite: programa une assistência social e segurança alimentar

20/03/2018 09:16:09 - Por: Mix Vale

O leite é destinado às famílias em extrema pobreza, contemplando idosos e crianças.

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Em fevereiro de 2018, o Programa Vivaleite superou a marca de 2 bilhões de litros distribuídos no território paulista. Presente nas 645 cidades do Estado, a maior iniciativa de entrega gratuita do produto pasteurizado do Brasil se caracteriza por promover a conexão entre segurança alimentar e assistência social. 

“O leite é destinado às famílias em extrema pobreza, contemplando idosos e crianças, nas quais, muitas vezes, o produto é o principal alimento dos beneficiados. A iniciativa também combate um dos maiores déficits nutricionais na infância: a anemia ferropriva”, destaca o diretor do Vivaleite, Paulo Uehara.

Crianças de seis meses a 5 anos e 11 meses participam do projeto. Na capital e Região Metropolitana de São Paulo, cidadãos acima de 60 anos também podem se cadastrar. A prioridade é atender famílias com renda mensal de até um quarto de salário mínimo per capita. Por mês, cada beneficiário recebe 15 litros de leite enriquecido com ferro e vitaminas A e D.

De acordo com o diretor do Vivaleite, o programa passou por aperfeiçoamentos nos últimos anos. “A partir de 2015, tivemos mudanças significativas. A maior alteração foi a adoção do cadastro único como referência para selecionar beneficiários. Isso melhorou o propósito e a eficiência do projeto, de política pública de segurança alimentar e nutricional, para alcance do público”, reforça Paulo Uehara. 

Caminho do leite 

A cadeia produtiva do leite no Estado desempenha um papel fundamental para a iniciativa, uma vez que os laticínios e produtores locais são responsáveis pela pasteurização. Em seguida, caminhões levam o produto para 1,5 mil entidades sociais da capital e Grande São Paulo. No caso dos municípios do interior, as prefeituras indicam os mais de 2 mil postos de armazenamento e distribuição. 

“Por meio da rede do Vivaleite, as crianças conseguem ser identificadas para outras demandas e receber atendimento voltado à assistência social. Trata-se também de uma orientação relacionada à acolhida e escuta qualificada. As entidades estão na ponta do processo e oferecem facilidades à população, sendo grandes parceiras”, explica Rita Dalmaso, coordenadora da Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria de Desenvolvimento Social, pasta responsável pelo projeto.

A coordenadora ressalta a importância da articulação de todos os envolvidos no serviço ligado aos beneficiários. “Políticas públicas com atendimento completo não se fazem sozinhas. Dessa forma, é fundamental desenvolver atividades em conjunto para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, acrescenta. 

Entidades 

Em todo o Estado, são 322 mil crianças atendidas, das quais 105 mil na Região Metropolitana e 217 mil no interior. O orçamento do Programa Vivaleite totalizou o montante de R$ 165 milhões em 2017. 

Na zona norte da capital paulista, na região da Brasilândia, o Movimento Social Beneficente conduz atividades da iniciativa. A entidade distribui, mensalmente, cotas de leite para cerca de 350 famílias. “Participar da rede é uma sensação muito boa e agradecemos pelo esforço dos seis voluntários, além dos mais de dez colaboradores”, afirma Emilson Silva, um dos responsáveis pela instituição.

“Para receber o produto, o beneficiário deve estar cadastrado na entidade e no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). O público atendido precisa ser ouvido e de carinho. Às vezes, as pessoas querem principalmente conversar. Com isso, a entidade acaba sendo uma extensão da família”, revela Emilson Silva. 

Outra entidade que realiza ações semelhantes é a Sociedade Amigos do Parque Veredas, do Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo. “Atendemos 220 famílias que vivem em região de alta vulnerabilidade. Atuamos há cerca de 15 anos e ficamos muito contentes aos sabermos que o leite é fundamental para idosos e crianças. Ressalto a importância do trabalho voluntário de cinco pessoas, que têm papel fundamental nesse processo”, diz o presidente da entidade, Antonio Carlos Cazuza. 

Criado pelo Governo Estadual em 1999, o projeto distribui anualmente 75 milhões de litros de leite enriquecido, beneficiando mais de 420 mil famílias.