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México busca aumentar as exportações de produtos lácteos

23/03/2018 09:29:53 - Por: El Financiero, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

O México procura eliminar as barreiras estatais que permitem uma maior penetração desses alimentos em ambos os mercados.

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Sigma, Lala e outros produtores de lácteos chamados de grau A, poderiam ter maior acesso ao mercado norte-americano e canadense, porque, dentro da renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), o México procura eliminar as barreiras estatais que permitem uma maior penetração desses alimentos em ambos os mercados - disse Kenneth Smith Ramos, chefe da Negociação Técnica do NAFTA da Secretaria de Economia. 

Em uma visita à cidade onde participou do primeiro Fórum Internacional de Comércio Exterior COMCE Nordeste, ele mencionou que esta é uma proposta feita pela equipe de negociação mexicana e ele acha que pode ser alcançada. "Empresas bem-sucedidas como a Lala investiram nos Estados Unidos e de fato compraram empresas do setor de produtos lácteos como um mecanismo para resolver esses tipos de barreiras e ter presença no mercado norte-americano; mas nem todas as empresas mexicanas podem fazer isso. O que estamos procurando é que o mercado possa ser aberto completamente nos Estados Unidos e que essas restrições a nível estadual sejam eliminadas", explicou. 

Ele ainda acrescentou: “Estamos buscando um maior acesso ao mercado canadense e americano de produtos lácteos. O Canadá ainda tem barreiras significativas a esse respeito, em produtos lácteos e aves e há restrições regulatórias dos Estados Unidos ao nível estatal que impedem a entrada de nossos produtos de, por exemplo, grau A (como iogurtes e leite fresco). Há barreiras não tarifárias e estamos procurando abrir isso". 

Smith Ramos acrescentou que outro objetivo da propostas feita pela equipe de negociação mexicana é permitir, em todos os três países, a entrada temporária de pessoas de negócios, isto é, profissionais e escritórios certificados; o que segundo ele, agregaria valor ao NAFTA. 

"Um aspecto importante que enfatizamos no NAFTA é a entrada temporária de pessoas de negócios, com cadeias de produção integradas nos três países que foram desenvolvidas ao longo dos últimos 25 anos. A parte do movimento trabalhista é fundamental, não estamos falando de modificar a política de migração de qualquer um dos países, estamos falando de oferecer maiores facilidades para que profissionais e certos negócios certificados possam se mover livremente através de suas empresas e participar de projetos temporários em qualquer um dos três países. Este é um aspecto da flexibilidade do trabalho e de competitividade muito importante e que estamos promovendo”.