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A força do cooperativismo, distribuição de sobras aos associados da Languiru movimenta a economia regional

17/04/2018 10:16:58 - Por: Assessoria de Imprensa Languiru

Entre sobras e remuneração do capital social, são mais de R$ 7 milhões que retornam aos associados da cooperativa.

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O sorriso estampado no rosto do produtor rural é um feixe de luz de esperança por dias melhores no campo e reflexo da dedicação no último ano. A lida diária exige a superação de muitos desafios, e a semente que germinou precisa gerar frutos. Metaforicamente, a colheita dos frutos pode ser relacionada ao repasse das sobras do exercício no trabalho dos produtores rurais com as cooperativas.

E é esse clima de otimismo que toma conta da Cooperativa Languiru que, em março, iniciou o pagamento das sobras do exercício de 2017, totalizando mais de R$ 2,4 milhões, além de outros R$ 5 milhões que referem-se à correção do capital social dos seus associados. Em suma, são mais de R$ 7 milhões que retornam aos produtores rurais da Languiru, levando em consideração a movimentação do produtor com a cooperativa da qual é dono, seja na venda da matéria-prima ou nas compras efetuadas em alguma das unidades de varejo da Languiru.

O Setor Social do Departamento Técnico da Cooperativa Languiru e os Supermercados Languiru estão vivendo um período de movimentação diferenciado com o repasse da conta movimento referente às compras e às vendas realizadas na matrícula do associado junto à cooperativa durante o ano de 2017. Inclusive uma escala de atendimento foi elaborada para agilizar e organizar o processo. Dos mais de 6,2 mil associados da cooperativa teutoniense, aproximadamente 4,2 mil deles movimentaram a matrícula, como produtores ou não, na venda da matéria-prima à cooperativa ou nas compras efetuadas nas unidades da Languiru, tendo direito ao repasse das sobras.

Os ganhos variam conforme essa movimentação de cada associado ao longo do último ano, entre valores que chegam a até cerca de R$ 35 mil, podendo ser usufruídos em forma de crédito, para aquisições e/ou amortizações de débitos em qualquer unidade da Languiru, respeitados os regimentos internos próprios. É um recurso que acaba reinvestido na comunidade local, promovendo o desenvolvimento regional e das comunidades onde a Languiru está presente.

“A Languiru é meu segundo pai”

Com Unidade Produtora de Leitões (UPL) em Boa Vista, município de Poço das Antas, o associado Alcindo Pedro Flach (48), retirou no início do mês de março os valores da conta movimento aos quais ele e a mãe, Maria, têm direito como associados. Trabalhando com a Languiru desde 1997, a lida diária na propriedade, que conta com 2,5 mil matrizes suínas, é realizada por Flach e funcionários.

“É um recurso ansiosamente aguardado a cada ano, geralmente reinvestido na compra de ração e para o pagamento de leitoas. Para dizer a verdade, a Languiru é meu segundo pai. Claro que trabalhamos muito para conseguir o patrimônio que temos hoje, mas desde que estou na Languiru a cooperativa me auxiliou muito para que chegasse a isso. Sempre tive produção de leitões e, principalmente desde 2002, assim como a Languiru evoluiu, eu também cresci como produtor associado. As sobras são como um 13º pago aos trabalhadores assalariados”, revela Flach.

Além de receber as sobras, ele ainda enaltece a remuneração do capital social proporcionada pela Languiru. “É uma reserva para o futuro, que assim como as sobras, deve ser muito valorizada pelos associados. Inclusive, agora a Languiru possibilita que o associado receba esse valor do capital social em caso de doença grave na família”, elogia.

Flach chegou a trabalhar com empresa privada com creche de suínos, mas se diz extremamente satisfeito com o trabalho da cooperativa. “Como associado, me sinto dono do negócio. Trabalhamos para que a cooperativa siga crescendo e para que nós associados também possamos crescer com a Languiru. Todos são ouvidos na Languiru, temos contato com bons profissionais em todos os setores e, quando necessário, a direção também nos recebe muito bem”, diferencia.

Para ele, o diálogo é justamente um dos grandes diferenciais trabalhados no dia a dia com a cooperativa. “Dificuldades sempre vão existir, em qualquer que seja o negócio, mas com diálogo resolvemos qualquer situação. Na Languiru temos vez e voz, falando nos entendemos”, conclui, mostrando-se otimista para o desempenho do setor em 2018, apesar do acréscimo no preço dos insumos, como do milho.

Os recursos do campo que circulam na cidade
 
O repasse da conta movimento é sinônimo de negócios na economia local e regional, uma vez que a movimentação dos produtores no campo também acaba refletindo em recursos financeiros na cidade. O comércio percebe esse momento e, tanto quanto o associado, aguarda ansioso pelas sobras. Passada a assembleia da Languiru, que é quando os associados definem a destinação das sobras do último exercício, esse é um recurso financeiro que automaticamente circula pelas comunidades onde a Languiru conta com associados, unidades produtivas, industriais e de varejo.

Indiretamente, toda comunidade acaba tendo acesso às sobras pagas pelo sistema cooperativo. É o que define o ex-presidente e atual vice-presidente de Infraestrutura da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Teutônia, Renato Scheffler, que inclusive também é associado da Languiru. “Todo o recurso que permanece circulando no município ou na região, fortalece a economia e o desenvolvimento. A distribuição de sobras que a Languiru realiza contribui muito para isso. A reação do comércio é perceptível e mostra a importância da cooperativa para a região”, avalia.

Além de receber as sobras, ele ainda enaltece a remuneração do capital social proporcionada pela Languiru. “É uma reserva para o futuro, que assim como as sobras, deve ser muito valorizada pelos associados. Inclusive, agora a Languiru possibilita que o associado receba esse valor do capital social em caso de doença grave na família”, elogia.

Flach chegou a trabalhar com empresa privada com creche de suínos, mas se diz extremamente satisfeito com o trabalho da cooperativa. “Como associado, me sinto dono do negócio. Trabalhamos para que a cooperativa siga crescendo e para que nós associados também possamos crescer com a Languiru. Todos são ouvidos na Languiru, temos contato com bons profissionais em todos os setores e, quando necessário, a direção também nos recebe muito bem”, diferencia.

Para ele, o diálogo é justamente um dos grandes diferenciais trabalhados no dia a dia com a cooperativa. “Dificuldades sempre vão existir, em qualquer que seja o negócio, mas com diálogo resolvemos qualquer situação. Na Languiru temos vez e voz, falando nos entendemos”, conclui, mostrando-se otimista para o desempenho do setor em 2018, apesar do acréscimo no preço dos insumos, como do milho.

Os recursos do campo que circulam na cidade

O repasse da conta movimento é sinônimo de negócios na economia local e regional, uma vez que a movimentação dos produtores no campo também acaba refletindo em recursos financeiros na cidade. O comércio percebe esse momento e, tanto quanto o associado, aguarda ansioso pelas sobras. Passada a assembleia da Languiru, que é quando os associados definem a destinação das sobras do último exercício, esse é um recurso financeiro que automaticamente circula pelas comunidades onde a Languiru conta com associados, unidades produtivas, industriais e de varejo.

Indiretamente, toda comunidade acaba tendo acesso às sobras pagas pelo sistema cooperativo. É o que define o ex-presidente e atual vice-presidente de Infraestrutura da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Teutônia, Renato Scheffler, que inclusive também é associado da Languiru. “Todo o recurso que permanece circulando no município ou na região, fortalece a economia e o desenvolvimento. A distribuição de sobras que a Languiru realiza contribui muito para isso. A reação do comércio é perceptível e mostra a importância da cooperativa para a região”, avalia.

A salvação da lavoura

Os números apresentados pela Languiru na última Assembleia Geral Ordinária, em fevereiro de 2018, são fruto do trabalho sério e comprometido de colaboradores, da participação efetiva dos cooperados e da seriedade na administração da cooperativa. “A agropecuária é essencial para a economia brasileira, um dos setores que apresentou resultados positivos apesar da recente crise econômica e política pela qual passa o Brasil”, enfatiza Bayer.

Durante a Assembleia, o diretor-executivo da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Sérgio Feltraco, endossou a evolução dos números da cooperativa teutoniense. “A Languiru desenvolve um excelente trabalho, fortalecendo o cooperativismo agropecuário gaúcho. Observando a evolução dos resultados das 35 cooperativas que a Fecoagro tem acompanhado, a Languiru é a que teve o maior crescimento. Mesmo diante de todas as dificuldades, teve capacidade de enfrentamento, entregando aos seus associados, donos da cooperativa, um excelente resultado. Isso engrandece o setor”, parabenizou.

No exercício de 2017, o faturamento bruto da Languiru foi de R$ 1,228 bilhão, com resultado líquido de R$ 17,6 milhões e patrimônio líquido de R$ 192,4 milhões. Esse desempenho credencia a cooperativa a seguir como destaque no ranking 500 Maiores do Sul, projeto da Revista Amanhã e PwC Brasil que apresenta as empresas líderes do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, divulgado no segundo semestre de 2017.

Associados participam da tomada de decisões na Cooperativa Languiru

Tomando por referência o desempenho econômico no exercício de 2016, a Languiru está na 111ª posição entre as 500 maiores empresas da região Sul, sendo a 42ª entre as 100 maiores empresas do Rio Grande do Sul. Em se tratando apenas das cooperativas de produção que integram o ranking gaúcho, a Languiru está entre as maiores. Ainda figura no ranking das 50 maiores receitas líquidas do Rio Grande do Sul, ocupando a 35ª posição, superando R$ 1,1 bilhão também em 2016, incremento de 10,73%, a maior variação percentual positiva em receitas líquidas no setor de cooperativas de produção. Numa análise mais criteriosa do ranking, a Languiru também surge como a maior empresa com sede no Vale do Taquari.

Por ocasião do lançamento da Revista Amanhã em evento com a imprensa, o presidente do grupo Amanhã, Jorge Polydoro, foi enfático: “as cooperativas de produção foram a salvação da lavoura, e o processo de industrialização vai fazer seu peso crescer ainda mais. As empresas estão ‘se virando’ diante da crise e demonstrando a pujança do setor”. Análise publicada na edição da Revista Amanhã e assinada pelo secretário de redação, Marcos Graciani, avalia que “no escuro túnel da recessão pelo qual o Brasil passou, o agronegócio ajudou a economia a encontrar a saída”. Entre números, destaca que 36% do faturamento das 500 Maiores do Sul é proveniente de empresas ligadas de algum modo ao campo, com 27 cooperativas dos setores de grãos, lácteos e carnes integrando o ranking. Juntas, as cooperativas de produção formam o grupo que mais alavancou seu faturamento, com receita líquida superior a R$ 66,9 bilhões em 2016, reafirmando a sua força.