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Santa Catarina teve crescimento de 165% na produção de leite nos últimos 15 anos

18/05/2017 09:14:15 - Por: Diário do Comércio

Enquanto no Brasil houve um crescimento de 51% nos últimos 15 anos, em Santa Catarina o crescimento foi de 165% segundo dados do Centro de Socieconomia e Planejamento Agrícola da Epagri.

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Iniciou ontem, no Centro de Eventos de Chapecó,o Interleite Sul, evento que discute o crescimento do setor nos três estados do Sul e que está sendo puxado por Santa Catarina. Enquanto no Brasil houve um crescimento de 51% nos últimos 15 anos, em Santa Catarina o crescimento foi de 165% segundo dados do Centro de Socieconomia e Planejamento Agrícola da Epagri.

A produção que era de 1,19 bilhão de litros em 2002, passou para 3,16 bilhões no ano passado. De acordo com o palestrante da abertura do evento, o secretário adjunto da Agricultura do Estado, Airton Spies, um dos fatores para este crescimento é o clima e solo favorável para a produção de pastagem. 

 Tanto que a participação de Santa Catarina no bolo nacional passou de 5,5% em 2002 para 9,6% em 2016. Nesse período o estado passou a ser quarto maior produtor do país, atrás de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. 

Oeste representa 77% da produção

O secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, afirmou que o Sul reponde por 37% da produção Nacional e tem um crescimento maior na faixa que compreende o noroeste do Rio Grande do Sul, Oeste de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná. O Oeste de Santa Catarina, por exemplo, responde por 77% da produção do estado. E há novos investimentos na região, como a nova fábrica da Tirol em Pinhalzinho, onde estão sendo investidos R$ 100 milhões.

Qualidade e produtividade

O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, que esteve na abertura do Interleite, destacou que o estado tem produção e sanidade, mas precisa melhorar a qualidade. O motivo é que o aumento da produção deve gerar um excedente de 5,5 milhões de litros até 2023, cerca de 10% da produção projetada, que precisa ser exportado. Outros problemas apontados são baixa produtividade e logística. Enquanto no Brasil cada criador tem em média 30 vacas na Nova Zelândia são 175 animais por pessoa. No transporte aqui são coletados 30 litros de leite por quilômetro, contra 200 na Nova Zelândia.

Consumidor será beneficiado

Airton Spies afirmou que o aumento da eficiência na produção vai beneficiar o consumidor, que terá produtos mais baratos e de melhor qualidade. Ele citou o exemplo do frango, que tem qualidade para exportação para os mercados mais exigentes e a um preço acessível para todas as famílias. Atualmente o consumidor catarinense pagar cerca de R$ 2,80 por litro de leite longa vida, enquanto na Alemanha ele custa 46 cents de euro, o que corresponde a R$ 1,70 por litro. O Interleite encerra nesta quinta-feira.