Home » Cadeia do Leite » Em MS, cerca de 30% dos laticínios fecharam as portas devido aos custos com transporte, alerta dirigente da Agraer

Em MS, cerca de 30% dos laticínios fecharam as portas devido aos custos com transporte, alerta dirigente da Agraer

05/06/2017 10:15:31 - Por: Agraer

Para Felini a solução é a redução nos custos com o transporte do produto do curral até os laticínios.

Responsive image
Com quase 30% dos laticínios de portas fechadas no Estado, o cenário regional aponta uma situação alarmante na cadeia produtiva do leite sul-mato-grossense. Os dados foram apresentados pela Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), nesta quinta-feira (1º), data em que se celebra o Dia Mundial do Leite, durante o tradicional “Leite da Manhã”. Há quatro anos consecutivos o evento é realizado pela Assembleia Legislativa em alusão a importância da pecuária leiteira no cenário econômico estadual.

Segundo o diretor-presidente da Agraer, Enelvo Felini, dos 70 laticínios, com alguma certificação, 20 estão inativados. “Percebemos que dentro do SIF [Selo de Inspeção Federal] das 20 indústrias que o Estado tem, hoje, 9 estão paralisadas, são 9 de 20. Então é um número muito assustador. O SIE que é a inspeção estadual, de 24 nós temos 7 paralisadas dentro do Mato Grosso do Sul e do SIM [Selo de Inspeção Municipal] de 26 plantas de laticínio, no Estado, temos 4 indústrias paralisadas, que é aquela venda que se faz no município”, afirmou ele que destacou a grande preocupação do governo do Estado e demais entidades envolvidas mediante a situação, “Isso demonstra o grau de gargalos que nós temos dentro da cadeia produtiva. Por isso temos de ser mais agressivos para buscar, comprar e fomentar o leite nas regiões próximas aos laticínios ou vamos ter um desequilíbrio muito forte”.

Para Felini a solução é a redução nos custos com o transporte do produto do curral até os laticínios. “Tem que diminuir o consumo de combustível para buscar o leite. Os laticínios têm de fomentar os pequenos produtores das zonas rurais mais próximas para se inserirem dentro da cadeia produtiva do leite.  Só assim deixaremos de fechar as portas. A Agraer já vem fazendo a sua parte, estamos com técnicos qualificados trabalhando maciçamente com produtores no melhoramento de pastagem e genética do rebanho. Contudo, a interação das empresas é de extrema importância”, garantiu.

O estudo realizado pelo Agraer e Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) comparou a produtividade sul-mato-grossense com países com extensões territoriais menores que a do nosso estado. “Estamos com um estudo muito profundo e já foi observado que países como Nova Zelândia [268.021 km² de extensão] tem 200 litros leite coletados por quilômetro, enquanto que o Mato Grosso do Sul [357.125 km²] tem, por quilômetro, de 25 a 30 litros a cada dois dias de coleta. Então, a grande lucratividade do nosso leite tem ficado, não tenho dúvida, para o transportador e não para o produtor e nem para a indústria”, afirmou o diretor-presidente da Agraer, Enelvo Felini.

“Estados como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais têm uma proximidade com o produtor, enquanto nós estamos buscando o produto a 400 ou 300 quilômetros de distância. Estamos buscando esse leite muito longe e esse dinheiro não está indo para o produtor, ou seja, não estamos motivando o pequeno produtor a movimentar a indústria. A Agraer queria deixar isso como alerta para a gente enfrentar o problema e assim reverter esse quadro. O leite é um produto muito importante para a sociedade e o governo quer dar uma grande contribuição para não termos o fechamento de mais indústrias. Isso é muito ruim para o produtor e para a economia do nosso estado”, avaliou Felini.

Para o secretário Ajunto da Semagro, Ricardo Senna,  o caminho para ser trilhado é uma política pública bem estruturada para bem atender o pequeno produtor rural com assistência técnica, capacitações e tecnologia. Trabalho que gradualmente vem sendo executado pelo poder público estadual.  “Primeiro que precisamos olhar para uma perspectiva mais macro, ou seja, olhar a diversificação da produção. Se tem um antídoto para a crise financeira é uma economia robusta, diversificada e avançada do ponto de vista de tecnologia e inovação. A cadeia produtiva do leite representa a possibilidade de consolidar um setor que é predominantemente ocupado por pequenos produtores e que pode se constituir em uma alternativa de desenvolvimento, em especial nos municípios do interior”.

Ao final, autoridades e produtores rurais encerraram o evento com o tradicional brinde do leite e uma saborosa degustação com derivados do leite: queijo, iogurte e doce de leite.

Leite da Manhã

O Leite da Manhã faz parte da programação alusiva ao Dia Mundial do Leite, celebrado hoje, 1º de Junho. A data foi criada em 2.001 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para Agricultura e Alimentação.

Por esta razão, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul instituiu a “Semana Sul-Mato-Grossense do Leite”, com o intuito de divulgar a importância do leite no cenário econômico e social, e, também, estimular o consumo de produtos lácteos.

A Semana do Leite foi estabelecida em 2010, por meio de uma lei de autoria do deputado estadual Junior Mochi (PMDB), atual presidente da Casa de Leis do Estado.




rize escort izmit escort sakarya escort kusadasi escort eskisehir escort yalova escort konya escort hacklink child porno hacklink medyum beylikdüzü escort chip satışı zynga chip zynga chip chip satışı istanbul evden eve nakliyat sancaktepe evden eve nakliyat