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Produtor de leite adapta técnica e produz aveia hidropônica

31/07/2017 11:32:43 - Por: Diário Digital. Foto:Alcides Okubo Filho/Embrapa

Rodrigo Cardoso Oliveira, 27 anos, ficou animado com o método alternativo de produzir alimento para os animais, no período da seca, observado durante um evento técnico promovido pelo Mais Leite.

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Em Iguatemi, município localizado há 468 quilômetros de Campo Grande (MS), um produtor rural participante do programa Mais Leite, do Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural adaptou a técnica de produzir milho hidropônico para alimentação dos bovinos e comemora os resultados obtidos com produção de ‘aveia hidropônica’, a qual utiliza para suplementação alimentar de bezerros e vacas.

Na avaliação do superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, o atendimento prestado pelo ATeG está cumprindo o objetivo de transformar a realidade local das propriedades rurais, por meio do gerenciamento da atividade e qualificação do manejo. “O modelo de assistência técnica idealizado pela instituição está presente em 64% dos municípios e atende 2,1 mil propriedades. Estes resultados comprovam que é possível melhorar a produtividade e a rentabilidade das pequenas propriedades rurais, utilizando técnicas alternativas com baixo custo de investimento”, observa.

Rodrigo Cardoso Oliveira, 27 anos, ficou animado com o método alternativo de produzir alimento para os animais, no período da seca, observado durante um evento técnico promovido pelo Mais Leite. “Aqui no sítio temos tanques de piscicultura, com objetivo de diversificar a produção e incrementar a renda familiar. Depois que conheci a técnica resolvi fazer a experiência e adaptei para semente de aveia, da qual com dois quilos de semente, consegui produzir 20 quilos de suplementação orgânica”, declara orgulhoso. 

Oliveira revela que o acompanhamento profissional foi fundamental no sucesso do experimento, em razão do atendimento prestado e o esclarecimento de dúvidas. “As instruções apresentadas pelos profissionais em Dourados incluíram a utilização de nutrientes para estimular o crescimento dos grãos. Aqui eu utilizei somente a água do tanque de piscicultura para irrigar a aveia, o que pode categorizar o experimento como aquapônico. Em todas as etapas tive acompanhamento do técnico do Senar/MS que me deixou mais seguro”, acrescenta.

O apoio citado pelo produtor refere-se ao trabalho feito pelo técnico de campo do Senar/MS, Weslley Torres Vieira, que atende um grupo de 30 famílias, na comunidade rural Nossa Senhora Auxiliadora. O local é formado por 252 famílias que se dedicam a agricultura familiar, pecuária de leite, entre outras atividades agrícolas. “A assistência prestada na comunidade completará um ano em outubro, mas, fico satisfeito de ver o desenvolvimento e dedicação do grupo. No meu caso ainda é uma realização pessoal, pois, fui criado na região e conheço a maioria dos produtores para os quais presto serviços atualmente”, detalha.

A inovação da dupla surgiu de uma situação adversa, esclarece Vieira. “O Rodrigo comprou a semente de milho e implantou a técnica, porém, as sementes não germinaram. Como ele tinha grãos de aveia resolveu experimentar e plantou os dois quilos em 10 metros de lona. No período de 10 dias fez a primeira colheita, o que nos impressionou muito, já que totalizou 300 quilos de matéria verde que foi fornecida às bezerras”, conclui.

Comprovação técnica 

A coordenadora do programa Mais Leite, Bruna Bastos, ressalta que as tecnologias apresentadas nos dias de campo do Senar/MS são escolhidas de forma a oferecer alternativas de manejo que resultem em maior produtividade e lucratividade da atividade rural. “No caso da forragem hidropônica, é uma técnica com baixo custo de implantação e que apresentou resultados positivos de implantação, logo na primeira colheita. A média do custo de produção foi de R$ 0,10 por quilo de matéria natural e pode ser utilizada como alternativa para balancear a dieta do rebanho”, reforçando a economia obtida em relação aos concentrados adquiridos nas empresas. “O concentrado representa em média entre 25% e 35% do custo operacional efetivo”.

Mais Leite – Uma das linhas de atendimento da metodologia de ATeG é o programa Mais Leite, focado na assistência técnica e gerencial para produtores de leite do estado de Mato Grosso do Sul. Presente em 35 municípios, a equipe técnica do Senar/MS assiste 900 propriedades, aliando consultorias técnica, atendimento gerencial e capacitações específicas sobre a atividade leiteira.