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OCDE prevê recuperação global e no Brasil

10/08/2017 09:40:53 - Por: Valor Econômico. Foto: Pixabay

Os indicadores antecipam uma tendência positiva da atividade econômica no Brasil.

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As perspectivas de retomada do crescimento persistem tanto na Alemanha e França como no Brasil e China, apontam indicadores da atividade para os próximos meses, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "O indicadores antecipam uma tendência positiva da atividade econômica no Brasil", afirmou ao Valor o chefe da unidade de indicadores compostos da OCDE, Roberto Astolfi. Os Indicadores Compostos Avançados (ICA) procuram antecipar momentos de inflexão da atividade econômica em relação à sua tendência com antecedência de seis a nove meses. Leva em conta índice constante de 100. Se o resultado para um país ficar abaixo de 100, significa que o crescimento é mais lento do que o normal. A inflexão positiva no caso do Brasil é ilustrada pela evolução nos indicadores passando de 97 em junho de 2015 para 101,5 em fevereiro deste ano e agora para 102,4. 

No geral, os indicadores da OCDE continuam a apontar uma dinâmica de crescimento para os países membros da entidade no seu conjunto, que reúne tanto países industrializados como emergentes, como México e Turquia. Conforme a OCDE, o ICA permite antecipar, como no mês passado, um crescimento estável no Japão, no Canadá, na zona do euro. O mesmo é esperado nos Estados Unidos e na Itália. No Reino Unido (99,6), sob a sombra do Brexit - decisão de sair da União Europeia -, os indicadores confirmam sinais de uma possível diminuição da expansão da economia. A tendência agora é de uma inflexão mais positiva de crescimento no chamado G-5 asiático - China, Índia, Indonésia, Japão e Coreia do Sul. 

No caso da China, a segunda maior economia do mundo, a OCDE é desta vez mais positiva do que no mês passado. "As perspectivas de recuperação do crescimento estão mantidas para a Alemanha e França, assim como para a China e o Brasil", diz a OCDE. Porém, os indicadores apontam para "possível" desaceleração do crescimento na Rússia.