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Nasce a primeira bezerra do Projeto +LEITE +SÓLIDOS da Verde Campo

18/08/2017 09:02:21 - Por: Assessoria de Imprensa da Verde Campo

O projeto +LEITE+SÓLIDOS tem como principal iniciativa aumentar a produção de sólidos totais por meio do melhoramento do rebanho.

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A Verde Campo, empresa de laticínios baseada em Lavras (MG), avança em um audacioso projeto que quer mudar o modelo de comercialização de leite na região Sul de Minas. Em agosto nasceu a primeira bezerra resultante do projeto +LEITE+SÓLIDOS, que tem o objetivo de melhorar os índices de sólidos – sobretudo de proteína – no produto, potencializando seu valor industrial e melhorando suas condições logísticas. 

“No Brasil, o leite é remunerado por litro, mas acreditamos na tendência de que ele venha a ser muito valorizado por sólidos, como ocorre em mercados como a Europa, Nova Zelândia e Uruguai”, afirma o diretor Comercial da Verde Campo, Álvaro Gazolla.

O projeto teve início no começo de 2016, quando a área de Gestão Estratégica da Verde Campo entendeu que deveria agir no sentido de aumentar o teor de sólidos no leite produzido na região.

O projeto +LEITE+SÓLIDOS tem como principal iniciativa aumentar a produção de sólidos totais por meio do melhoramento do rebanho da região. Pensando nisso, a Verde Campo buscou a genética neozelandesa para seus produtores, por meio da inseminação artificial e transferência de embriões das raças Holandesa (frísio), Jersey e Kiwi Cross. O material genético foi adaptado à realidade das fazendas produtoras participantes e fornecedoras da Verde Campo.

Já entre fevereiro e junho do ano passado, 1,8 mil vacas e cem produtores foram selecionados e cadastrados e, no fim de setembro, foram iniciadas as inseminações artificiais. Em julho de 2017 teve início a segunda etapa do projeto, com a transferência de embriões. A expectativa inicial é chegar a cerca de 900 bezerras resultantes da primeira geração do projeto.

Expansão do +LEITE+SÓLIDOS

A meta da Verde Campo é triplicar o número de animais inseminados ou recebendo embriões até o fim de 2018 e, em dez anos, ter um aporte na região de 15 mil fêmeas nascidas por meio do programa. “Essa base genética tende a se expandir, uma vez que essas fêmeas vão permanecer em processo reprodutivo, multiplicando os resultados”, afirma o gerente de Captação de Leite da Verde Campo, Sávio Santiago. 

Esse contingente de animais consegue produzir cerca de 300 mil litros de leite com alto teor de sólidos, sobretudo proteína por dia, podendo esse número ser muito maior quando consideramos as filhas geradas dessas futuras vacas que também serão melhoradas. A expectativa é elevar o percentual de proteína no leite dos atuais 3,20% para 3,40% em cinco anos e para 3,55% em 2027. Para se ter uma ideia, o teor de proteína no leite na Nova Zelândia, de onde vem a base genética para o projeto, é de cerca de 3,70%.

Outras frentes de atuação

O +LEITE+SÓLIDOS inclui uma série de iniciativas para o incremento da produção de sólidos no produto. Logo de início, a Verde Campo intensificou sua política de pagamento de leite por qualidade, com mais ênfase em sólidos e células somáticas. “Além disso, os produtores participantes do Projeto e que estejam em dia com a Certificação de Boas Práticas de Produção, ainda recebem um incentivo na política de preço do leite para estimular ainda mais a adesão ao programa”, explica Sávio Santiago.

A Verde Campo oferece aos participantes assistência veterinária especializada que qualifica a propriedade para receber a genética, por meio de trabalho sanitário, reprodutivo, nutricional e do manejo de bezerras.

“Com o aumento de sólidos no leite toda a cadeia produtiva ganha. O produtor recebe mais pelo leite enviado; a logística transporta um volume menor de água, pois o leite apresenta mais sólidos; a indústria melhora seu rendimento na fabricação de derivados – ou seja, um litro de leite ‘rende’ mais queijos – e o consumidor ganha com um produto de melhor valor nutricional e qualidade sensorial”, avalia Álvaro Gazolla.