Queijo colonial produzido em Rio do Sul conquista Selo Arte Queijo colonial produzido em Rio do Sul conquista Selo Arte

20-11-2020 12:51:10 - Por: Epagri

Produzido na Queijaria Famiglia Baldo é o segundo produto catarinense a receber o Selo, que permite a comercialização em todo o país.

Queijo colonial produzido em Rio do Sul conquista Selo Arte
Os produtos artesanais de Santa Catarina estão conquistando o mercado nacional. O queijo colonial produzido na Queijaria Famiglia Baldo, em Rio do Sul, é o segundo produto catarinense a receber o Selo Arte, que permite a comercialização em todo o país. Nesta quarta-feira, 18, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) realizaram a entrega oficial para os proprietários do estabelecimento.

O Selo Arte é uma grande conquista dos produtores rurais e permite a comercialização de produtos como queijos, embutidos, pescados e mel em todo território nacional. Para ser considerado artesanal, o produto deve ser individualizado, genuíno e manter as características tradicionais, culturais ou regionais. Além disso, deverá ser regulamentado e reconhecido como artesanal pelo Estado de Santa Catarina.

A Epagri atua no assessoramento e no apoio aos agricultores e suas organizações no processo de implantação e legalização dos empreendimentos. Esse trabalho iniciou há 30 anos com o programa Profissionalização de Agricultores. Hoje a Empresa dá suporte desde o ponto zero, quando a família não tem nem ideia de que produto fabricar, passa pela profissionalização e legalização daqueles que já têm um negócio, e vai até as empresas que estão consolidadas e querem ganhar mercado, fazendo contato com compradores via feiras e rodadas de negócios. Com esse trabalho, novas agroindústrias terão condições de conquistar o Selo Arte.


“Os produtos artesanais representam a cultura de Santa Catarina. Um produto artesanal é o resultado do trabalho da família, da história daquelas pessoas e do saber fazer que passa de geração em geração. O Selo Arte é uma grande oportunidade para que os produtores possam abrir mercado em todo o país, divulgando a nossa cultura e a qualidade da nossa produção. Para a família essa é uma grande conquista, que se transforma em benefícios também para o município e para todo o estado”, destaca o secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

O estabelecimento deve estar submetido ao serviço de inspeção oficial (municipal, estadual ou federal) para receber a certificação. A Queijaria Famiglia Baldo, por exemplo, está submetida ao Serviço de Inspeção Municipal.

Produção artesanal

O casal Samuel e Charlana Baldo são os responsáveis pela queijaria e produzem o queijo colonial de formas diferenciadas. Além da receita tradicional, eles oferecem também um queijo com ervas finas e outro com um tempo de maturação bem estendido.

“O Selo Arte representa a possibilidade de comercialização em nível nacional. Além disso, ele demonstra para o consumidor que aquele é um produto artesanal, com aval da Cidasc e do Ministério da Agricultura. Um produto artesanal tem algo a mais, não é só a questão do saber fazer, mas tem todo o carinho e a dedicação dos produtores. Tem uma história por trás. Quem compra um produto artesanal compra uma história junto”, comemora Samuel Baldo.

Concessão do Selo Arte

A presidente da Cidasc, Luciane Surdi, celebra a certificação de mais um produto artesanal catarinense. “O Selo Arte para o queijo colonial da Queijaria Famiglia Baldo representa a força e a tradição de uma família. Eles apostaram na qualidade do seu produto, buscaram agregar valor através do Selo Arte e com ele poderão, a partir de hoje, abrir mercados em todo o país”, reforça.


Em setembro, Santa Catarina iniciou a entrega do Selo Arte para produtos artesanais. O queijo serrano produzido pela família Zanelato, no município de Bom Retiro, foi o primeiro produto catarinense a receber a certificação.

A Cidasc, por meio do Departamento Estadual de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DEINP), é responsável por conceder o Selo Arte aos produtos que atenderem aos requisitos previstos nas normativas estaduais e federais. É importante destacar que a certificação é concedida para o produto e não para o estabelecimento.