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Embrapa cria rede de viveiristas para atender demanda por nova cultivar de Capim-elefante

26/09/2017 08:54:38 - Por: Embrapa

Uma nova cultivar de Capim-elefante, a BRS Capiaçu, tem despertado grande interesse de pecuaristas de leite em todo o Brasil.

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Uma nova cultivar de Capim-elefante, a BRS Capiaçu, tem despertado grande interesse de pecuaristas de leite em todo o Brasil. Um dos viveiros que vendem o produto já enviou mudas para dez estados brasileiros. Em outro, há até lista de espera. Todas as semanas, dezenas de produtores em todo o país entram em contato com a Embrapa em busca de informações sobre a gramínea.

Lançada em outubro do ano passado, a BRS Capiaçu foi obtida por meio do Programa de melhoramento genético de capim-elefante da Embrapa. A cultivar é o resultado do cruzamento de variedades pertencentes ao Banco Ativo de Germoplasma de Capim-elefante (BAGCE), mantido pela Embrapa. “Tão logo ocorreu o lançamento, houve uma grande procura por mudas e colmos da gramínea e muitos produtores não conseguiram ser atendidos”, diz o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Samuel Oliveira.

Para resolver esse problema, a Embrapa criou uma rede de viveiristas para comercializar mudas da nova cultivar (a lista com os telefones e endereços dos viveiristas credenciados pela Embrapa Gado de Leite encontra-se no final desta reportagem). Dois novos viveiros, um em Minas Gerais e outro em Alagoas, já estão em processo de credenciamento. Eles irão se somar aos quatro viveiros já credenciados, dois no estado de São Paulo, um no Rio Grande do Sul e outro em Minas Gerais. “Com esses novos credenciamentos, acreditamos que iremos normalizar o fornecimento”, diz Oliveira.

BRS Capiaçu - Capiaçu, em tupi-guarani, significa “capim grande”. A cultivar não nega o nome, ultrapassando cinco metros de altura. O resultado é alta produção de biomassa. “Essa é sua melhor característica”, afirma o pesquisador Mirton Morenz. A gramínea é indicada para cultivo de capineiras. No período da seca, pode ser fornecida para os animais picado verde no cocho ou como silagem. A cultivar produz cerca de 50 toneladas de matéria seca por hectare/ano, média de 30% a mais do que as gramíneas disponíveis. Entre as principais cultivares de capim-elefante, a BRS Capiaçu é também a que apresenta o maior teor de proteína (veja tabela 1).

Segundo Morenz, utilizar o capim verde é mais vantajoso por apresentar maior valor nutritivo: “quando o capim é cortado aos cinquenta dias, chega a ter 10% de proteína bruta, índice superior ao da silagem de milho, com cerca de 7%”. O teor de proteína cai para 6,5%, com o corte aos 90 dias e 5,5%, cortado aos 110 dias. O processo de ensilagem também diminui a quantidade de proteína, que passa a ter um teor pouco acima de 5% (veja tabela 2).

Segundo o pesquisador Antônio Vander Pereira, que coordenou o desenvolvimento da cultivar, ela representa uma alternativa para a produção de silagem de baixo custo. “O que se gasta com a produção de silagem de BRS Capiaçu é três vezes menos comparado à silagem de milho ou de sorgo”, diz. O valor nutritivo é comparável à silagem das forrageiras tradicionais e superior ao da cana-de-açúcar.

Para atender aos requerimentos energéticos e proteicos do rebanho, tanto na silagem de milho quanto na de BRS Capiaçu, a suplementação concentrada é necessária. Comparando as duas silagens na alimentação de vacas em lactação, a silagem de BRS Capiaçu implica na necessidade de maior quantidade de concentrado na dieta. Mas, segundo Morenz, ainda assim, o seu uso é economicamente vantajoso, devido ao menor custo de produção.

Potencial de produção e valor nutritivo







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