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Epamig desenvolve o refrigerante do bem

30/01/2018 08:42:50 - Por: Diário do Comércio. Foto: Cristina Ajub/Epamig

Produzida com soro de leite, a bebida tem alto valor nutritivo.

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Os pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado de Minas Gerais (Epamig) desenvolveram o “refrigerante do bem”, uma bebida láctea à base de soro de leite que, além de nutritiva, pode gerar receita para os laticínios. As pesquisas já foram concluídas e a expectativa é que as indústrias lácteas se interessem pelo projeto, pois permite o aproveitamento do soro, que, na maioria das vezes, é descartado.

Desenvolvido no Instituto de Laticínios Candido Tostes (ILCT), da Epamig, com aporte financeiro de R$ 30 mil provenientes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o refrigerante do bem é fabricado com soro de leite desproteinado e apresenta grande quantidade de nutrientes.

De acordo com o pesquisador da Epamig e coordenador do Projeto Refrigerante do Bem, Junio de Paula, a ideia do projeto foi dar uma destinação correta ao soro gerado na industrialização do leite, que muitas vezes é descartado de forma incorreta, causando a poluição do meio ambiente.

“Nossa proposta foi aproveitar o soro do leite, que atualmente, é pouco utilizado pela indústria. Para se ter uma ideia, para cada quilo de queijo produzido, são gerados oito litros de soro. É um volume muito grande. A indústria aproveita parte para a fabricação de bebidas lácteas, mas é uma parcela muito pequena. A proposta foi criar uma alternativa para o aproveitamento sustentável do soro, a baixo custo, e que possa ajudar a indústria a utilizar toda a matéria-prima, ao invés de descartar o soro”, explicou o pesquisador.

As expectativas em relação à aceitação do produto por parte dos laticínios são positivas e já tem indústrias interessadas pelo projeto. A nova forma de utilização do soro é interessante para o setor, que tem como um dos gargalos descartar corretamente o produto. Parte do soro também é utilizada na alimentação de animais, principalmente de suínos. Caso descartado de forma incorreta, o soro causa grande impacto ambiental.

“Conseguimos desenvolver um produto nutritivo e de baixo custo. As indústrias, ao invés de descartar, poderão utilizar o soro, disponibilizando para o consumidor uma bebida diferenciada e gerando receita. O processo de fabricação da bebida tem custo reduzido e não demanda grandes investimentos, podendo ser facilmente produzida e comercializada pelas pequenas indústrias de laticínios”, disse Junio de Paula.

O refrigerante é fabricado à base de soro e de leite e foi enriquecido com o corante natural luteína. Além do maior valor nutricional, a luteína é importante para preservar a saúde dos olhos e a visão. O corante está presente em vegetais, como a abobrinha e o brócolis, e na laranja, por exemplo.

Além de refrescante, a bebida láctea pode ser mantida em temperatura ambiente por até 90 dias e comercializada como refrigerante sem refrigeração. De Paula ressalta que a bebida contém grande quantidade de nutrientes como vitaminas, sais minerais, lactose e cálcio.