Home » Cadeia do Leite » França: Grupo Bel e WWF colaboram em iniciativa de sustentabilidade na produção de queijos

França: Grupo Bel e WWF colaboram em iniciativa de sustentabilidade na produção de queijos

10/04/2018 10:54:01 - Por: Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint

A intenção é atender às demandas de um bilhão de consumidores no mercado de lanches saudáveis, delineados em sua estratégia de desenvolvimento sustentável até 2025.

Responsive image
Uma colaboração entre o Grupo Bel e o World Wildlife Fund (WWF) introduziu uma carta global comprometendo o produtor de queijo francês com um padrão mais elevado de produção sustentável. O Global Sustainable Upstream Dairy Charter mantém as marcas dentro do grupo estáveis para atender aos aspectos econômicos, sociais e ambientais abordados nos processos de produção de lácteos.

"A responsabilidade da Bel não se limita ao escopo de nossas atividades", disse Antoine Fiévet, presidente e CEO do Bel Group. “Ela se estende por toda a nossa cadeia de valor, desde a fazenda até a mesa. A carta global solidifica as parcerias que procuramos desenvolver com os produtores de leite em nossas várias áreas de fornecimento. Isso formará a base de nosso esforço compartilhado para enfrentar os desafios da indústria de lácteos e as expectativas dos consumidores que estão mudando”.

A carta define seis áreas principais que o grupo usará como um guia para desenvolver suas práticas de negócios. A intenção é atender às demandas de um bilhão de consumidores no mercado de lanches saudáveis, delineados em sua estratégia de desenvolvimento sustentável até 2025. A carta pretende empregar modelos agrícolas mais sustentáveis, nos quais 100% dos produtores de leite que fornecem leite à Bel têm acesso a esquemas como treinamento, contratos de longo prazo e empréstimos. As preocupações com o bem-estar animal são agora uma prioridade, uma vez que os fornecedores de leite da Bel devem ser certificados por terceiros como estando em conformidade com a Bel Animal Welfare Charter.

O grupo também está procurando coletar todo o seu fornecimento de leite de vacas criadas a pasto sempre que possível em regiões com tradição pastoril. Além disso, o grupo insistirá em ingredientes sem organismos geneticamente modificados (OGM) e focará em fontes locais e sustentáveis de ração animal. Eles acrescentam que atualmente importam todos os seus insumos de soja e óleo de palma de sistemas de cadeias de fornecimento sustentáveis, rastreáveis e certificadas (RTRS, RSPO ou equivalente).

"A soja responde por 60% do desmatamento resultante da importação de matérias-primas agrícolas na Europa", disse Marie Christine Korniloff, vice-diretora de relações comerciais globais do WWF na França. “Contra esse pano de fundo, o WWF deve apoiar modelos de produção mais sustentáveis, promover alternativas à soja e incentivar o acesso ao pasto para vacas leiteiras. Esses temas estão totalmente sincronizados com a carta global que desenvolvemos com o Grupo Bel”.

Redução de gases de efeito de estufa

A Bel acrescentou ainda que está reduzindo sua pegada ambiental, citando uma queda média de 8% nas emissões globais de gases de efeito estufa nas fazendas de suas redes. Comentando a iniciativa, Magali Sartre, diretora de comunicação corporativa e responsabilidade social corporativa do Bel Group disse: “A empresa pode desempenhar um papel importante na contribuição para a qualidade de vida das pessoas com as quais construiu laços. Isso pode ser conseguido adotando uma abordagem humanista e positiva para o nosso impacto, juntamente com um forte compromisso com a preservação do meio ambiente”.

O Bel Group, com sede em Paris, divulgou recentemente os dados financeiros de 2017, nos quais registrou crescimento de vendas de 14%, principalmente como resultado da aquisição do grupo MOM (Mont-Blanc Materne) em 2016. O MOM Group, que inclui as marcas Pom’Potes e GoGosqueeZ na França e nos EUA, se une ao portfólio de marcas de queijos individuais da Bel, como o The Laughing Cow, Kiri, Mini Babybel, Leerdammer e Boursin. A Bel também revelou declínios no lucro líquido de 15,6%, atribuídos ao aumento dos preços das matérias-primas lácteas.