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Indústria do leite tenta manter benefício fiscal para seguir competitiva

26/05/2017 10:07:26 - Por: Zero Hora, resumidas pelo Guialat

Projeto de lei do governo gaúcho que permite redução de até 30% dos créditos presumidos das empresas causa preocupação ao segmento.

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Da mesma forma que uniu forças para organizar a 40ª Expoleite e a 13ª Fenasul, o setor produtivo de leite promete brigar para que o governo estadual não leve adiante o projeto de lei do Executivo (PL 214) que permite a redução em até 30% dos créditos presumidos das indústrias. O texto voltou a tramitar em regime de urgência.

Esse tema permeia as discussões do segmento, que está na vitrine das feiras realizadas em Esteio – veja ao lado algumas das atrações do evento, que vai até domingo e foi oficialmente aberto ontem.

Nosso principal desafio é buscar maior eficiência e competitividade. Nesse sentido, o que mais nos preocupa é o PL 214 – afirma Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat-RS).

Jorge Rodrigues, presidente da Comissão de Leite da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), lembra que o que atinge a indústria,inevitavelmente, afeta o produtor:

– Isso pode nos colocar em dificuldade com outros Estados. O consumidor olha o produto pela qualidade, mas também pelo preço.

Se por um lado o secretário da Agricultura, Ernani Polo, garante haver clareza no governo de que não se pode fazer nada que impacte os negócios, por outro, o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, explica que esse projeto é importante na recuperação do equilíbrio financeiro do Estado.

– Na configuração que está, não tem como o projeto ser votado. Tiraria a competitividade do Estado. Não adianta querer sacrificar um setor – entende Polo.

Branco alega, no entanto, que a lei autoriza um estudo mais aprofundado da situação das empresas. E não dá indícios de que o governo deva recuar, embora se diga aberto ao diálogo: – Todos os setores terão a possibilidade de apresentar seus argumentos.

Uma das razões a serem citadas certamente será a de que o segmento passa por um momento de recuperação, depois de queda, por dois anos seguidos, na produção. A expectativa é crescer 3% em 2017. Outro ponto a ser considerado é o de que 104 mil famílias vivem da produção de leite, que está presente em 95% dos municípios do Rio Grande do Sul.