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Após Belagrícola, Pengxin avalia novos negócios

06/06/2017 08:32:33 - Por: Valor Econômico

Na Nova Zelândia, o Pengxin trabalha desde o fornecimento de insumos para a produção de leite até a linha final de exportação para a China.

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O grupo chinês Pengxin acaba de concluir sua segunda aquisição no país a compra do controle da paranaense Belagrícola e já sinaliza que tem planos ambiciosos para o Brasil. No começo de abril, o Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição, pelo conglomerado chinês, de 53,99% de participação na Belagrícola, que atua na comercialização de grãos e insumos no Paraná, Santa Catarina e São Paulo, e faturou R$ 2,8 bilhões no último ano.

Em entrevista ao Valor, o presidente da Belagrícola, Flavio Andreo, disse que o plano é dobrar o faturamento em cinco anos, "talvez em até menos, dependendo das circunstâncias". Andreo, que assumiu a presidência em janeiro, após a aquisição pelos chineses, disse que o planejamento dos novos controladores prevê elevar de 10% para entre 25% e 30% a participação da Belagrícola nas regiões em que a empresa está presente há menos de três anos, como Itapeva (SP) e áreas na região sul do Paraná e Santa Catarina.

Criada em 1985 por João Andreo Colofatti como uma pequena revenda de insumos de Londrina, a Belagrícola tornou¬se uma das cerealistas mais cobiçadas do Paraná num momento de consolidação do setor e apetite externo por ativos brasileiros. Além de insumos, tornou¬se uma comercializadora regional de grãos relevante, ampliando sua atuação inicial do norte do Paraná para São Paulo e, mais recentemente, para Santa Catarina. No ano passado, a empresa movimentou 2,3 milhões de toneladas de grãos.

Segundo Andreo, a previsão é que a empresa, agora mais capitalizada, alcance uma receita de R$ 3,2 bilhões este ano e movimente 2,8 milhões de toneladas de grãos.

Antes da aquisição do controle da Belagrícola, o Pengxin um conglomerado que atua globalmente em setores como mineração, imobiliário e agricultura já tinha comprado 57% da Fiagril, de Mato Grosso. Em ambos os casos, as transações foram feitas pelo braço agropecuário do grupo, o Dakang Pasture Farm.

As duas aquisições têm características semelhantes e dão sinais sobre a estratégia do grupo chinês no Brasil. Tanto a Fiagril quanto a Belagrícola são empresas com origens em negócios familiares, atuam em toda a cadeia de produção do grão desde assistência técnica, venda de sementes e fertilizantes até o recebimento do grão e têm sedes nos dois principais Estados produtores de soja e milho: Paraná e Mato Grosso.

A estratégia de comprar empresas que atuam em toda a cadeia de produção não é nova para o grupo. Na Nova Zelândia, o Pengxin trabalha desde o fornecimento de insumos para a produção de leite até a linha final de exportação para a China. 

"É o jeito mais fácil de estar próximo de todos os lados da produção sem, propriamente, deter todos os ativos", disse Andreo, no escritório recéminaugurado da empresa DKBA, braço brasileiro do Pengxin, em São Paulo. "Esse escritório vai ser compartilhado pela Fiagril e pela Belagrícola e também representa os interesses do grupo". Entre os interesses está ampliar os negócios no Brasil. De acordo com o presidente da Belagrícola, a partir de agora, ele e Carlos Kempff, que preside a Fiagril, irão prospectar empresas com potencial para ser parte do grupo chinês no Brasil.

 A ambição do grupo de crescer no país se explica. Uma das certezas do Pengxin, segundo Andreo, é de que caberá ao Brasil suprir a demanda crescente por soja da China. "Eles acreditam que estão sendo pioneiros no estreitamento de laços agrícolas entre China e Brasil". Em 2016, a China comprou 38,6 milhões de toneladas de soja brasileira, cerca de 40% da produção da safra 2015/16.

 Afora aquisições nas áreas de grãos e insumos, o grupo chinês estuda ainda, conforme o presidente da Belagrícola, negócios em portos, parceria em ferrovias, e transbordo no país. "Basicamente, qualquer infraestrutura ligada ao agronegócio", acrescentou.

 A venda do controle da Belagrícola para os chineses não gerou grandes mudanças estruturais na companhia. Os acionistas fundadores seguem no comando da empresa e há três representantes do grupo chinês no conselho de administração.




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