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Pesquisa Datafolha: conheça marcas e produtos lácteos que se destacaram

26/06/2017 10:13:56 - Por: Folha de São Paulo

E quando o assunto é parmesão, o tradicional Faixa Azul é o preferido dos paulistanos.

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Acontece nos melhores almoços de família: assim que o macarrão é servido, o olho percorre a mesa à procura do queijo. É batata — ou mandioquinha, a depender do que o nhoque foi feito. E quando o assunto é parmesão, o tradicional Faixa Azul é o preferido dos paulistanos. A marca foi citada como a melhor da categoria por 20% dos paulistanos das classes A e B que costumam cozinhar ouvidos pelo Datafolha neste ano.

"Apesar de ser fabricado em escala industrial, o parmesão Faixa Azul mantém sua receita original e acabamento artesanal trazidos pelo imigrante Vito Antonio D`April de Parma, na Itália", conta Luís Renato Bueno, responsável pela unidade de negócios de queijo da Vigor, dona da marca.

Segundo Bueno, cada parmesão produzido na fábrica de São Gonçalo do Sapucaí, em Minas Gerais, passa por um período de maturação de um ano. Nesse tempo, cada peça é girada diariamente para que o amadurecimento ocorra de maneira uniforme. "A casca do queijo também recebe um tratamento especial com óleo de urucum", afirma Bueno.

Passados os 12 meses, é pintada a faixa azul ao longo da circunferência do derivado do leite. Também é produzida uma versão mais nobre do queijo, com 18 meses de maturação — o que acentua o sabor e a textura, de acordo com o executivo.

Em novembro, o Faixa Azul 12 meses foi premiado no "World Cheese Awards", festival de queijos realizado em San Sebastián, na Espanha. "Entramos no seleto grupo dos melhores do mundo. Esse reconhecimento internacional é uma conquista importantíssima não somente para nós como marca, mas também para todo o mercado de queijos do Brasil", celebra Bueno.

Melhor marca de iogurte em SP, Danone nasceu com "sobremesas saudáveis"

Das farmácias francesas para as prateleiras de 120 países, a Danone carrega o mote da saúde em seu DNA.

Fundada em 1919 em Barcelona, na Espanha, por Isaac Carasso, a pequena fábrica de iogurtes ganhou esse nome em homenagem ao filho do fundador, Daniel. O garoto era conhecido pelo apelido catalão "Danon".

E foi o próprio o herdeiro que, dez anos depois, levou a marca para a França, sede mundial da empresa, onde o iogurte era vendido em farmácias, em potinhos de cerâmica, para tratar problemas intestinais.

O primeiro slogan publicitário —"Delicioso e saudável, o iogurte Danone é a sobremesa perfeita para uma digestão saudável e prazerosa"— foi criado pelo próprio "Danon". A mensagem foi pioneira em unir aspectos como saúde e prazer.

A marca chegou ao Brasil em 1970, com o primeiro iogurte com polpa de frutas. Atualmente, a companhia, que também tem divisão de águas, de nutrição infantil e de nutrição especializada, atua com oito fábricas no país —duas só para lácteos, em Minas Gerais e no Ceará. São oito produtos em linha, entre eles Danone, Corpus, Danette e Danoninho.

Eleita a melhor marca de iogurte pela segunda vez, a Danone é sinônimo de categoria entre o público: "dois em cada três brasileiros usam a marca para designar iogurte", conta Marília Zanoli, diretora de marketing de Produtos Lácteos Frescos da Danone.

Versáteis, os produtos da empresa dão as caras na mesa do café da manhã e na lancheira da escola. Isso quando não vão parar na panela ou na forma, em receitas de bolos, frozens, sopas e molhos. "Desenvolver alimentos nutritivos faz parte da estratégia do grupo, que nasceu da convicção de que a nutrição é o meio para a manutenção da saúde", reforça Marília.

Com forte presença no país, Nestlé tem quatro produtos na lista de melhores marcas em SP

Com mais de mil itens no portfólio, a Nestlé é, praticamente, uma unanimidade nas cozinhas do país. Os produtos da companhia e das empresas coligadas estão presentes em 99% dos lares brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel.

Das 31 unidades industriais localizadas em oito Estados — a estreia no Brasil ocorreu em 1921, em Araras, no interior de São Paulo — saem clássicos da culinária e do consumo, como o creme de leite Nestlé e o achocolatado em pó Nescau, que agora é 3.0: tem 33% menos açúcar, mais fibras e o mesmo sabor, segundo a empresa.

Investe também em produtos "wellness", como as barrinhas de cereais com frutas exóticas, como cranberry, ou nuts inteiras, em embalagens transparentes. "Elas reforçam o conceito de naturalidade do produto, permitindo que os ingredientes sejam vistos pelos consumidores antes mesmo da compra", destaca a Nestlé.

Para os amantes de café, lançou uma máquina doméstica, a Nespresso, inaugurando no país, em 2006, a moda da bebida em cápsulas (a tecnologia foi desenvolvida em 1986). Uma ideia simples, mas revolucionária: permitir que qualquer pessoa preparasse um expresso padronizado em casa, como um barista profissional.

No Brasil, o quarto maior mercado da empresa no mundo, a Nestlé lidera em quatro categorias da pesquisa Datafolha com paulistanos das classes A e B que costumam cozinhar. É bicampeã com os melhores achocolatado em pó (Nescau, com 33% das menções), creme de leite (Nestlé, 61%) e máquina de café (Nespresso, 17%). Conquistou ainda o título estreante de melhor barra de cereal, com 11% da preferência.

Kibon é a marca de sorvete favorita dos paulistanos que cozinham, aponta pesquisa Datafolha

Muita gente deve se lembrar dos carrinhos amarelos e azuis de picolés que circulavam por aí antigamente.

Eles nasceram em 1941, após uma ameaça de guerra entre China e Japão afugentar a empresa U.S. Harkson de Xangai para o Rio de Janeiro. Na época, a marca adotou por aqui o nome "Sorvex Kibon".

No mesmo ano, foram lançados os primeiros sorvetes em terras brasileiras, o Eskibon e o Chicabon, clássicos que conquistam fãs até hoje. De lá para cá, nesses mais de 70 anos, a empresa realizou mudanças nas fórmulas de seus sorvetes e ampliou muito sua gama de produtos: conta com mais de 50, entre picolés e potes.

Hoje é a marca mais citada por paulistanos das classes A e B que costumam cozinhar, segundo pesquisa Datafolha. Para Roberto Antunes, diretor de marketing, isso se deve ao fato de ser democrática, além de estar associada a momentos de felicidade. "Na sobremesa da família, como diversão das crianças e indulgência preferida dos adultos, a Kibon está presente em todas as ocasiões", diz ele.

Os bons e velhos carrinhos azuis e amarelos não existem mais. Foram substituídos pelos vermelhos e têm estampados um logotipo de coração, criado em 1999 para celebrar a longa relação de afeto com os brasileiros - desde 1997, a Kibon pertence à gigante Unilever. Mas, certamente, continuam alegrando muita gente por aí.