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Leite/Cepea: Preço ao produtor registra queda de quase 3%

01/08/2017 14:34:38 - Por: Cepea-Esalq/USP

A menor procura por lácteos na ponta final da cadeia continua sendo o principal desafio do setor neste ano.

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O preço do leite recebido por produtores registrou a segunda queda consecutiva em julho, conforme expectativas de agentes consultados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Na “média Brasil” (GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA), o preço líquido (que não considera frete nem impostos) recuou 3 centavos/litro (ou -2,7%) frente a junho, a R$ 1,2343/litro. Com a queda, a cotação do leite retomou o patamar de julho de 2014, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de junho/17). É a primeira vez neste ano que o preço fica abaixo do registrado em 2016 – frente a julho do ano passado, o recuo é de 12,8%. A diminuição dos preços do leite no campo esteve atrelada à demanda ainda enfraquecida por lácteos e ao aumento da captação.

A menor procura por lácteos na ponta final da cadeia continua sendo o principal desafio do setor neste ano. Uma vez que o consumo da maior parte dos derivados ocorre em função da elevação da renda, a diminuição do poder de compra do brasileiro impacta negativamente as negociações. Segundo agentes consultados pelo Cepea, laticínios, atacado e varejo continuam com dificuldades em manter o fluxo de vendas, o que tem estreitado suas margens e, como consequência, pressionado as cotações no campo. 

Gráfico 1. Série de preços médios pagos ao produtor (bruto), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de junho/17)
Fonte: Cepea-Esalq/USP.

Gráfico 2. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de junho/17)
Fonte: Cepea-Esalq/USP.

Além disso, de acordo com cálculos do Cepea, o Índice de Captação de Leite (ICAP-L) aumentou 6,8% de maio para junho na “média Brasil”. Houve elevação na captação em todos os estados pesquisados, com exceção da Bahia (-2,96%). As variações foram significativas no Sul do País, onde, de modo geral, o clima propício às pastagens e às forrageiras de inverno favoreceu a produção. Santa Catarina e Paraná apresentaram as altas mais expressivas, de 8,57% e 8,13%, respectivamente, e o Rio Grande do Sul, de 5,51%. As captações em Goiás, São Paulo e Minas Gerais aumentaram 5,78%, 4,94% e 2,97% respectivamente. O menor preço do leite e a maior competitividade dos laticínios influenciaram na alta da captação. Mesmo com o menor volume de chuvas no Sudeste, a produção não foi tão afetada por conta dos baixos valores do concentrado.

Gráfico 3. ICAP-L/Cepea - Índice de Captação de Leite – JUNHO/17 (Base 100=Junho/2004)

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

Para agosto, a maioria dos agentes consultados pelo Cepea continua esperando queda nos preços. Quase 83% deles (que também respondem por 83% do volume amostrado) apostam em novo recuo no próximo mês, mas 10,8% (4,2% do volume amostrado) esperam estabilidade. A porcentagem de colaboradores do Cepea que acredita em alta nas cotações é de 6,3% (com participação de 12,9% do volume).

Preços do leite pagos ao produtor no mês de Julho/17


Cotações de leite cru - preços pagos ao produtor referentes ao leite entregue em Junho/17. O preço bruto considera frete e impostos.

Nota: a média de cada estado é calculada pela ponderação dos preços das mesorregiões pela produção de leite registrada pela Pesquisa de Pecuária Municipal (PPM) do IBGE, conforme metodologia disponibilizada no site do Cepea. É importante ressaltar que cotações de outras mesorregiões, além das divulgadas, também entram no cálculo da média estadual. Algumas mesorregiões não são divulgadas por questão de amostragem.