A UE alimentou o comércio internacional A UE alimentou o comércio internacional

19-06-2018 08:45:07 - Por: Mon Cultivar traduzida pela equipe Terra Viva

A União Europeia e os Estados Unidos foram os principais contribuintes para o crescimento do comércio internacional.

A UE alimentou o comércio internacional
O crescimento da produção de leite no mundo retomou a taxa de crescimento em 2017: subiu 1,8% em relação a 2016 (injetando 14 milhões de toneladas a mais), totalizando 837 milhões de toneladas. O comércio mundial foi muito mais intenso do que em 2016: A Europa teve um papel de destaque em termos da oferta e a China sustentou a demanda.

O Institut de L’elevage (IDELE) traçou um panorama do mercado mundial de leite por ocasião da comemoração do dia internacional do leite em Paris.

A União Europeia (UE) e os Estados Unidos (EUA) foram os principais contribuintes para o crescimento do comércio internacional, à frente da Nova Zelândia, que teve a disponibilidade de produtos limitada. Os três – UE, EUA e Nova Zelândia – são responsáveis por 72% do comércio internacional. Os cinco exportadores seguintes foram responsáveis por apenas 15% do comércio internacional em 2017 (contra 25% em 2002).

A Ásia ganhou muito terreno – Ela assegurou 50% do crescimento mundial em 2017. Crescimento do comércio em valor está ligado com a alta do preço do leite.

O comércio mundial cresceu em valores, atingindo US$ 45 bilhões (+11% em relação a 2016) estimulado impulsionado pela elevação dos preços (+10% em relação a 2016). E principalmente graças ao voo no preço da matéria gorda (+58% em relação a 2016) enquanto que o preço do leite em pó desnatado ficou estável.

“Assistimos à uma convergência do preço do leite nas diversas bacias leiteiras francesas em 2017: o preço médio ficou em 334 €/1000 litros na França, [R$ 1,44/litro], 337 €/1000 litros na Alemanha, [R$ 1,46/litro]; 338 €/1000 litros na Nova Zelândia, [R$ 1,46/litro], e 355 €/1000 litros nos Estados Unidos, [R$ 1,53/litro]”, diz Gérard You, responsável pelo departamento de economia do IDELE.

“O preço do leite sofreu nova erosão entre novembro de 2017 e abril de 2018. A expectativa é de que haja recuperação entre maio e o final de 2018”.

Os dez principais importadores – a China em primeiro lugar – absorveram 56% do volumes comercializados no mercado internacional.

Como estão os mercados em 2018?

“O crescimento é mais fraco na Europa, moderado nos EUA, e uma retomada é possível nos países do Hemisfério Sul. A demanda é muito dinâmica na Ásia, sobretudo na China, e foi revitalizada em países emergentes”, observa Gérard You.

Europa, líder mundial do mercado de queijos

A evolução do comércio é diferente entre os produtos: Em relação a 2016, o comércio  cresceu 3% para os queijos, e 10% para o leite em pó desnatado. Enquanto isso as vendas de leite em pó integral e caseína cresceram apenas 1%, e por falta de disponibilidade caiu 10% as exportações de manteiga.

Em 2017, a UE confirmou sua posição como líder mundial do mercado de queijos absorvendo 33% do mercado mundial. Os EUA ficaram na 3ª colocação. Cinco países respondem por 80% do comércio internacional e 10 países são responsáveis por comprar 54% dos produtos negociados no mercado internacional.

As trocas de leite em pó integral foram retomadas. Cinco países fornecem 80% dos produtos disponíveis para o comércio mundial – a Nova Zelândia fica em 1º lugar como fabricante e exportador mundial – e 10 países importam 46% dos produtos disponíveis. A China é o maior importador mundial e o 2º fabricante internacional, e vem retomando as compras desde 2016.

O comércio de manteiga caiu

“E mais que nunca a matéria gorda tem sido consumido nos locais de produção. Somente 10% da produção mundial está disponível no mercado internacional. Cinco países fornecessem 90% das trocas mundiais e 10 países importam 50% dos produtos disponíveis. A Nova Zelândia é o 1º exportador, diante da Europa, responsável por 56% das transações. A UE perdeu terreno pela falta de disponibilidade. A Rússia é o 1º importador mundial, seguida de perto pela China”, analisa Gérard You.a