Bebidas lácteas premium são fortes concorrentes das alternativas vegetais

02-07-2018 09:26:21 - Por: Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint

As alternativas vegetais ao leite aumentaram 61% nos últimos cinco anos e continuarão a crescer.

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As alternativas vegetais ao leite aumentaram 61% nos últimos cinco anos e continuarão a crescer, enquanto o leite de vaca se diferencia em novos produtos para retardar seu declínio.

O CoBank divulgou um relatório sobre as recentes mudanças na indústria de lácteos afetadas pela popularidade das alternativas vegetais. O leite de vaca tem visto um declínio nas vendas há várias décadas. O CoBank cita várias razões para isso, incluindo mudanças culturais, mudanças no estilo de vida e consumidores optando por produtos vegetais.

"A indústria de lácteos tradicional tem sido desafiada a pensar em maneiras de se diferenciar e criar novos produtos. Isso levou a uma mudança bastante dinâmica para a indústria de lácteos em geral”, disse Ben Laine, economista sênior do CoBank.

Em resposta à concorrência, novas bebidas lácteas premium surgiram no mercado. Variações como leite orgânico, produzido a pasto, ultrafiltrado, sem lactose e a2 deram um novo toque ao leite de vaca tradicional. Isso às vezes vem com um preço mais alto e permite que as novas bebidas concorram com bebidas à base de vegetais. “As pessoas querem opções. Isso dá oportunidades aos consumidores de terem muitas variedades diferentes para tipos específicos de leite e produtos lácteos”, disse Laine.

O CoBank espera que as alternativas vegetais ao leite continuem crescendo em popularidade - entre 15% e 25% - até 2022, com novas variações surgindo. A categoria de leite de soja se estabeleceu na década de 1990 e teve um pico de US$ 1,2 bilhão em vendas em 2008. Segundo o CoBank, em 2017, o leite de amêndoas dominou a categoria - com US$ 1,35 bilhão em vendas e 64% do mercado.

Leite de coco, arroz, aveia e cânhamo estão indo bem e encontraram audiência com aqueles que procuram por mais opções veganas. De acordo com Laine, “trata-se de manter o interesse do consumidor. As novas e estimulantes bebidas vegetais que chegam ao mercado foram boas nisso”.

Competição pelo espaço

“Tradicionalmente, a cadeia de fornecimento era bastante simples e ampla. Agora o consumidor tem muitas opções diferentes. Se você tem leite orgânico e também tem leite orgânico produzido a pasto, é preciso manter esses leites em categorias diferentes, inclusive nas prateleiras das lojas. A tendência é que haja um maior número de produtos e com volumes menores de cada um deles. Isso se torna mais caro para as empresa lidarem", explicou Laine.

As marcas também lutam para garantir espaço nas prateleiras entre tantas opções no mercado, levando as redes de supermercados a cobrar taxas mais altas de abertura de estoque. E pode ser assim por um tempo. "Enquanto os consumidores estiverem dispostos a pagar esses preços mais altos e ainda houver uma demanda, o que parece haver, acho que há espaço para que isso continue acontecendo", finalizou.