Uberaba tem fazenda 100% produtora de leite A2A2

15-10-2018 10:20:52 - Por: Jornal de Uberaba

Leite que é resultado de uma mutação genética de algumas raças zebuínas já é produzido e comercializado em Uberaba.

O Leite que é resultado de uma mutação genética de algumas raças zebuínas já é produzido e comercializado em Uberaba. Um rebanho selecionado produz na Fazenda Terras de Kubera o, raríssimo Leite A2A2. 

Leite que é resultado de uma mutação genética de algumas raças zebuínas já é produzido e comercializado em Uberaba. Um rebanho selecionado produz na Fazenda Terras de Kubera o, raríssimo Leite A2A2. É a primeira fazenda no Brasil (registrada no Ministério da Agricultura) que produz 100% de Leite A2A2. Fazenda Terras de Kubera escolheu Uberaba por ser conhecida como “Capital do Zebu “e o maior polo genético do Brasil e da América Latina”.

Muitos consumidores já descobriram no Leite A2A2 uma possibilidade de tomar leite e usufruir de todos os benefícios deste alimento. O Leite A2A2 é um leite, totalmente diferenciado. Além das propriedades antialérgicas ele será oferecido em embalagem de vidro, retornável como nos tempos dos leiteiros que passavam nas ruas oferecendo o produto.

Muitas pessoas “sofrem” pra tomar leite. Isso porque a tão conhecida intolerância à lactose não é o único incômodo que a ingestão do leite pode causar. Segundo especialistas nem todo mal estar é causado por intolerância à lactose. Sintomas como mal estar e indigestão, também podem trazer incômodos e não, necessariamente, estão condicionados à intolerância à lactose.

Segundo especialistas, além do açúcar que causa intolerância, há outros componentes no leite que podem causar estes desconfortos. Um desses componentes é a beta-caseína que pode ser apresentar em duas formas A1eA2. A beta-caseína A1 ao ser quebrada pelas enzimas digestivas pode liberar substâncias que causam inflamações gastrointestinais que podem evoluir para intolerância a lactose. Outra consequência pode ser o agravamento nos quadros de diabetes e doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer.

Há, aproximados, 10 mil anos ocorreu uma mutação genética nas duas espécies de Bovinos, os Taurinos e os Zebuínos que passaram a eliminar na produção do leite os alelos A2, da proteína Beta Caseína. Apenas alguns exemplares das duas raças permaneceram produzindo leite com o alelo da proteína Beta Caseína A2A2.

Como é criado o gado para produção do leite A2A2?

Além das propriedades antialérgicas o Leite A2A2 é produzido por um sistema diferenciado. Desde o rebanho ao envase do produto as opções são sustentáveis e naturais.

Após a seleção genética, já amplamente divulgada, o rebanho da Fazenda Terras de Kubera, é criado seguindo conceitos de conforto animal, alimentação balanceada e sanidade. Para garantia do bem estar desse animal, o gado não é submetido a nenhum sofrimento sendo, inclusive, poupado de esforços desnecessários como subir e descer morro, só se desloca para ir para a ordenha.

O rebanho é mantido em ambiente climatizado, recebe comida balanceada incluindo silagem de milho, feno de Tifton e água fresca. Além das propriedades antialérgicas o Leite A2A2 é produzido por um sistema diferenciado. Desde o rebanho ao envase do produto as opções são sustentáveis e naturais.

Conheça mais sobre as propriedades do Leite A2A2

Pesquisadores descobriram que todas as mamíferas-fêmeas, incluindo a mulher, produzem no leite, uma proteína denominada Beta Caseína A2. Em determinado momento da história, ainda não se sabe porquê, algumas vacas sofreram uma mutação genética e passaram a produzir também uma proteína denominada Beta Caseína A1. Então o leite A2A2 é aquele produzido somente com a beta caseína A2, sem a presença da beta caseína A1. Existe uma única diferença entre as duas proteínas que, aparentemente, é simples.

A diferença é apenas um aminoácido na 67ª posição entre os 203 aminoácidos que compõem as duas proteínas. A Beta Caseína A1 possui um aminoácido (histidina), enquanto que a Beta Caseína A2, tem uma (prolina) na 67ª posição. Esta pequena diferença faz com que a proteína seja clivada (quebrada) nessa posição, dando origem a um peptídeo (parte de proteína) denominado “Beta Caseomorfina A7”. “Esta nova formação de proteína, possui a mesma estrutura química da morfina. 

É exatamente a formação dos peptídeos que estariam implicando esta série de reações alérgicas. Segundo estudos europeus, existe constatação de que estes peptídeos estariam associados a casos de autismo, morte súbita e diabetes tipo-1 em crianças. Em adultos, estes mesmos estudos ligaram os peptídeos a problemas coronarianos, problemas neurológicos e colesterol elevado. Esse fato fez com que os pesquisadores estudassem todas as raças bovinas e descobrissem quais as que produziam maior quantidade de Beta Caseína A1 e A2.”