União permite competir com grandes multinacionais

14-07-2020 11:56:28 Por: Jornal do Comércio

União permite competir com grandes multinacionais
Fruto da união de 24 cooperativas que mantêm cada uma seu próprio CNPJ, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) exibe um complexo industrial referência para o setor de lácteos, competindo com grandes multinacionais instaladas no Estado, como Nestlé e Lactalis, e um exemplo para sistema cooperativo apontado por diferentes especialistas. Caio Vianna, presidente da CCGL, explica que a central é uma cooperativa classificada como de 2º grau porque integra cooperativas e, por sua vez, une as pessoas.

“A integração é multiplicada muitas vezes. Quando tu, isoladamente, está associado a uma cooperativa, tu melhora a tua escala. E em uma central de cooperativas, além da soma de todos os produtores, tu amplia a escala e o tamanho pela soma de cooperativas”, explica Vianna. Essa soma de coletividades, diz o executivo, é ainda mais essencial em setores em que os investimentos e a competitividade são altos, como no setor industrial de leite. Um produtor que tira mil litros de leite na sua propriedade não vai conseguir industrializar, embalar, distribuir e vender. Então ele ingressa em uma cooperativa singular, que receberá milhares de litros para processamento diário. Uma escala que vai aos milhões pela intercooperação, como é o caso da CCGL, que hoje processa em torno de 1,5 milhão de litros por dia.
 
Com capacidade para produção de 2,2 milhões de litros de leite por dia, o parque industrial da CCGL em Cruz Alta está entre os mais modernos do setor de leite no País, e conta com bases de operação em Rio Grande, nos terminas Termasa e Tergrasa, para recebimento, armazenagem e expedição de granéis agrícolas. Por meio da CCGL LOG, conta ainda com operações rodoviárias, ferroviárias e hidroviárias de leite e grãos, entre outros produtos.

Isso tudo é resultado da soma de 24 cooperativas que, além da escala de produção primária, têm custo menor e mais eficiência na industrialização, na embalagem, na distribuição e na área comercial, entre outros ganhos. As dificuldades, conta Vianna, muitas vezes, são políticas e de convergência de opiniões, ideias e prioridades.