Exportação recorde e baixa oferta elevam preço interno do farelo de soja

17-07-2020 10:05:03 Por: Débora Kelen Pereira da Silva, Boletim do Leite Cepea

Exportação recorde e baixa oferta elevam preço interno do farelo de soja
Os preços do farelo de soja subiram na primeira quinzena de julho, devido à demanda externa elevada e aos baixos estoques da matéria-prima. As indústrias brasileiras enfrentam o desafio de adquirir novos lotes do grão para processamento no segundo semestre – fábricas do Sul do País, inclusive, já importam a soja do Mercosul para suprir a demanda por derivados. Vale ressaltar que, no primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras de farelo de soja foram recordes, totalizando 8,61 milhões de toneladas – os principais destinos foram a Tailândia e a Indonésia – conforme dados da Secex. O valor recebido pelas vendas deste subproduto foi de R$ 1.661,74/tonelada, em média, no período.

Muitos representantes de indústrias sinalizam preferência em exportar o farelo em detrimento de vender no mercado doméstico, cenário que também impulsionou os valores internos. Com isso, na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços do farelo de soja subiram 2,5% entre a média de junho e a parcial deste mês (até o dia 15). Se comparadas as médias de julho/19 e da primeira metade de julho/20, os preços neste ano estão 43,7% superiores aos de 2019, em termos nominais.

Compradores da região da Mogiana (SP) indicam dificuldade na aquisição do farelo, e, por isso, o preço nessa região está no maior patamar desde novembro/12, em termos reais. Em Campinas (SP), Campo Grande (MS), Chapecó (SC), Ijuí (RS), Itumbiara (GO), Maracajú (MS), Mogiana (SP), noroeste do Rio Grande do Sul, norte e oeste do Paraná, Passo Fundo (RS), Rio Verde (GO), Rondonópolis (MT) e Santa Rosa (RS), os preços do farelo de soja na parcial de julho são os maiores da série do Cepea, iniciada em jan/99, em termos nominais. Vale ressaltar que o movimento de alta só não foi mais intenso porque uma parcela dos compradores fez negociações de contratos a termo em meses anteriores e sinalizam ter mais lotes para receber em curto prazo.