Com vendedor retraído, preço do milho se recupera

17-07-2020 10:34:07 Por: Carolina Camargo Nogueira Sales, Boletim do Leite Cepea

Com vendedor retraído, preço do milho se recupera
Os preços do milho voltaram a subir na primeira quinzena de julho. Mesmo com o avanço da colheita de segunda safra, a retração de vendedores, que evitaram negociar grandes lotes, elevou as cotações. Além disso, as altas consecutivas nos portos e o aumento no preço do frete também influenciaram a elevação.

Entre 30 de junho e 15 de julho, na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, as cotações subiram 3% no mercado de balcão (preço recebido pelo produtor) e 0,9% no de lotes (negociação entre empresas). Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou aumento de 1,8%, a R$ 49,4/sc no dia 15.

Na maior parte das regiões, consumidores indicaram dificuldade na compra de novos lotes, uma vez que a colheita está atrasada em relação ao ano anterior e muito vendedores estão preferindo negociar nos portos do que no mercado interno.

Quanto à colheita, está em ritmo mais lento na atual temporada. No geral, em Goiás, Mato Grosso e no Triângulo Mineiro, o tempo seco favoreceu as atividades, mas o volume colhido não foi suficiente para pressionar as cotações no início de julho. Dados do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) apontam que, até o dia 10 de julho, 61,13% da área de Mato Grosso havia sido colhida, 15,03 p.p. de atraso em relação ao mesmo período de 2019.

No Paraná, chuvas pontuais limitam as atividades. Segundo dados da Seab/ Deral, até o dia 13, a colheita correspondia por 11% da área, atraso de 47 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.