Preço do leite pago no MT ao produtor em jul/20 foi o maior da série histórica

06-08-2020 11:35:32 Por: Imea

Preço do leite pago no MT ao produtor em jul/20 foi o maior da série histórica
Encarecimento: O Imea divulgou os dados de custo de produção referentes ao 2º trim/20 para a pecuária leiteira de Mato Grosso. Com isso, no comparativo com o trimestre anterior, o Custo Operacional (CO) apresentou um leve incremento de 0,93%, e fechou em R$ 1,00/l. Maiores desembolsos com suplementação, aquisição de animais e forragens perenes influenciaram para este cenário. Isto porque, mesmo com a queda de 4,15% no preço da saca do milho, a soja aumentou 23,29% ante o 1º trim/20, e fez com que a despesa com suplementação avançasse 2,53%. Além disso, a menor disponibilidade de touro em virtude do maior envio de animais para abate, gerou alta de 0,93% no custo de aquisição de animais. Outro ponto analisado foi o dispêndio com as forragens perenes, que subiu 3,09% nesse mesmo comparativo devido ao acréscimo no preço dos fertilizantes, que é influenciado pelo aumento nas cotações do dólar no período.

O preço do leite pago ao produtor em jul/20, referente ao volume captado em jun/20, foi de R$ 1,32/l em Mato Grosso. Esta é a cotação mais alta da série histórica do Imea em termos nominais.

Com a oferta da matéria-prima mais restrita neste período de entressafra, o índice de captação decresceu 14,41% no comparativo mensal. Com isso, a produção de lácteos nas indústrias diminuiu no estado.

O diferencial de base MT-Cepea reduziu 35,49% ante o mês anterior. Este cenário foi influenciado pelas cotações mato-grossenses, que começaram a se valorizar.

Com a demanda interna mais aquecida, as cotações no atacado do leite UHT, da manteiga e do leite pasteurizado apresentaram acréscimos de 2,65%, 9,82% e 0,52%, respectivamente.

“COM A FACA E O QUEIJO NA MÃO”: Em meio ao período de quarentena e lockdown no estado, grande parte da população mudou seu hábito alimentar e impulsionou a compra de queijos no varejo e atacado. Isto porque, o auxílio emergencial e o FGTS liberados ajudaram pontualmente no aumento da demanda interna na ponta da cadeia. No entanto, do outro lado da gôndola, as indústrias já operam sem a formação de estoques devido ao não planejamento para o período de entressafra nos meses anteriores, uma vez que perduravam o receio e a incerteza de maiores produções ante a pandemia. Com isso, as cotações dentro dos laticínios dispararam e fizeram com que os preços dos mais variados tipos de queijos alcançassem recordes, em termos nominais, de toda a série histórica do Imea, como mostra o gráfico ao lado. Para se ter uma ideia, no comparativo semestral, o queijo muçarela apresentou valorização de 12,35%, e o queijo parmesão, de 15,02% ante o 1º sem/19.