Leite, dólar e auxílio emergencial: os motivos da disparada no preço do queijo no RS

11-08-2020 10:49:07 Por: Zero Hora

Leite, dólar e auxílio emergencial: os motivos da disparada no preço do queijo no RS
Quem aí sentiu que o queijo ficou bem mais salgado? As elevações identificadas pela coluna chegam a superar 25%. O preço do leite, o mercado de São Paulo, a importação e exportação e até mesmo o auxílio emergencial são fatores que explicam a alta no valor nas últimas semanas no Rio Grande do Sul. É o que aponta Darlan Palharini, secretário executivo do Sindicato da Indústria de Lacticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat RS). 

Assim como outros derivados lácteos, o queijo está atrelado ao preço do leite, que sofreu reajuste. Também depende do mercado de São Paulo, que é um Estado definidor de preço. E subiu lá. Ainda tem impacto do mercado internacional. O Brasil importa e exporta queijo. E a exportação, por exemplo, da mozarela, que é o queijo de commodity, é atrativa com o dólar alto - explica. 

Ele lembra também que no início da pandemia, entre março e abril, o consumo de produtos lácteos diminuiu. Principalmente, pelo fechamento de restaurantes e hotéis. Depois, com a adequação do consumidor, a oferta foi se equilibrando. 

Alta da gasolina e desconto nas faculdades têm pressões opostas sobre a inflação de Porto Alegre Alta da gasolina e desconto nas faculdades têm pressões opostas sobre a inflação de Porto Alegre Mesmo que renda um picolé, veja se vale e onde investir o dinheiro por poucos dias Mesmo que renda um picolé, veja se vale e onde investir o dinheiro por poucos dias Sobre o aumento do leite, que impacta na elevação do preço do queijo, o secretário vê uma relação com o auxílio emergencial de R$ 600, que tem sido revertido para consumo nas casas.

O auxílio emergencial tem um papel direto na questão de consumo. Produtos da cesta básica, como arroz, estão vendendo mais do que antes. Classes D e E, quando recebem um estímulo financeiro, aumentam o consumo. 

Perguntado sobre previsão de um novo aumento ou queda no valor para as próximas semanas, Palharini responde que deve haver uma manutenção dos preços que estão sendo cobrados hoje. 

Pode mudar a projeção daqui a 40 ou 50 dias. Mas, provavelmente, por mais 60 dias não deva haver grandes alterações - conclui.