Sucessão familiar e foco na eficiência

27-10-2020 10:27:18 Por: Assessoria de Imprensa Cooperativa Dália Alimentos

Sucessão familiar e foco na eficiência
A sucessão familiar está presente na família Cella, da cidade de Sobradinho, e ficou ainda mais evidente depois que o patriarca Nilton (56) concedeu ao filho Lisson (29) a tarefa de gerir a propriedade. Sócio à Cooperativa Dália Alimentos desde o ano de 2009, Nilton incentivou o filho a se associar também. Em novembro do ano passado, visando dar continuidade à atividade leiteira e também promover a sucessão familiar, o jovem associou-se.

Na localidade de Linha Campestre, distante seis quilômetros de Sobradinho, em uma área com aproximadamente 50 hectares – dos quais 28 são próprios e sete arrendados, destinados ao plantio de milho e trigo para a elaboração de silagem – Lisson, a esposa Jerusa (30), o irmão Alisson (18), um funcionário contratado e dois diaristas acionados quando há demanda, desempenham as atividades relacionadas ao gado leiteiro.

Lisson formou-se Técnico em Agropecuária no ano de 2010 e com o conhecimento adquirido em sala de aula, a teoria passou à pratica nas tarefas da propriedade. “Quando comecei a trabalhar ficava com a parte de lavouras e auxiliava com o rebanho de gado de corte que tínhamos na época, além da parte administrativa”, relata.


A mãe Sandra (49) era quem ordenhava os animais, mas em julho do ano passado passou por problemas de saúde e Lisson, além das atividades que já desempenhava, passou a fazer a ordenha. Jerusa, a esposa, que é formada em Ciências Contábeis, trabalhava na unidade local do Sicredi, na função de caixa, e deixou a carreira na cidade para auxiliar nos afazeres do campo. “A minha saída já estava programada, mas precisou ser antecipada devido à saúde da minha sogra e à falta de mão de obra. Então pedi demissão e passei a ajudar na propriedade”, conta a contadora.

O casal, pais do pequeno Leonardo (2), dedicou-se integralmente à atividade leiteira enquanto Nilton e Sandra são responsáveis pelos afazeres domésticos e pelo cuidado do neto. “Com a saída da mãe, fiquei sobrecarregado e não conseguia mais atender de forma correta ao rebanho. Tivemos queda de produção e também na qualidade do leite. Mas com a ajuda da minha esposa, do meu irmão e dos empregados, retomamos aos poucos o patamar que almejávamos. Entre erros e acertos, hoje estamos satisfeitos com a produção”, conta Lisson.

Produção e planos de ampliação

A propriedade registra significativos índices zootécnicos e de produtividade, sendo uma das integrantes do Programa Vale dos Lácteos. A produção média diária é de 1,2 mil litros de leite com 38 vacas lactantes, mais três vacas secas, 16 novilhas e 12 terneiras. Além do leite, outra fonte de renda é o plantio de soja, sendo colhidas em torno de 60 toneladas do grão por safra. Também é semeada aveia para grão, aveia azevém para pastagem de inverno, durante o verão quatro hectares de tifton são destinados à alimentação das vacas em lactação, um hectare para as terneiras e sete hectares de braquiária para vacas secas e novilhas.


Hoje Lisson comemora as conquistas que vem obtendo com a atividade e, para meados do próximo ano, planeja aumentar o volume de leite, o número de animais e seguir com o melhoramento genético realizado desde 2018, quando passaram a fazer parte do Vale dos Lácteos e a receber a visita mensal do veterinário da cooperativa, Eduardo Motta Caminha. “Não dispomos de muita área para piquetear e com isso as vacas geram bastante dejetos, o que acaba por ocasionar mastite. Este é um dos fatores para investirmos na construção do free stall, em 2021, com uma nova sala de ordenha visando o bem-estar e conforto dos animais, que têm alto potencial genético, além do crescimento da propriedade gerando mais eficiência no processo de produção”, projeta. A meta é chegar a 70 vacas em lactação e uma produção de 2,5 mil litros de leite por dia dentro de cinco anos.

A família segue trabalhando rumo à qualificação e ao aperfeiçoamento na pecuária leiteira, a fim de garantir leite de extrema qualidade entrega à Dália todos os dias. “Ser associado à cooperativa é muito positivo, pois nos sentimos seguros perante ao mercado, sabemos que existe seriedade quanto ao pagamento, incentivos, assistência técnica de qualidade e um ótimo atendimento”, pontua.