Após cinco meses de alta, importações de lácteos recuam

18-11-2020 12:53:32 Por: Munira Nasrrallah e Juliana Santos, em Boletim do Leite Cepea

Após cinco meses de alta, importações de lácteos recuam
Depois de cinco meses consecutivos de aumento nas importações de lácteos, em outubro, o total adquirido pelo Brasil recuou 3,5% frente ao mês anterior, com volume de 22,3 mil toneladas, segundo dados da Secex. A queda nas importações esteve associada à diminuição nas compras de queijos e do soro de leite. Além disso, o dólar valorizado (média de R$ 5,63 em outubro) e os consequentes patamares elevados das cotações no mercado externo levaram importadores a reduzirem as aquisições.

As aquisições dos queijos somaram 3,8 mil toneladas, enquanto as do soro de leite foram de 1,8 mil toneladas, recuos de 2,5% e 28,6%, respectivamente, na comparação com o mês anterior. Por outro lado, a importação de leite em pó, que representou 73,7% das compras, totalizou 16,5 mil toneladas, com elevação de apenas 1,1% em relação a setembro/20 e fortes 216,6% acima do registrado no mesmo período de 2019.


Quanto às exportações brasileiras de derivados lácteos, o volume aumentou 27,6% em relação a setembro, totalizando 3,57 mil toneladas. Até agora, outubro foi o mês com a maior quantidade vendida no mercado internacional neste ano. Este cenário esteve atrelado ao aumento dos embarques de leite condensado, que duplicaram de setembro para outubro, com total de 1,5 mil toneladas. Os principais destinos foram o Chile e Trinidad e Tobago, adquirindo 30,8% e 28,4% dessa quantidade, respectivamente.

O recuo nas cotações de derivados lácteos no mercado doméstico e a taxa de câmbio atrativa também impulsionaram as exportações nacionais em outubro, mesmo com a oferta de matéria-prima limitada. Quanto ao leite em pó, as vendas subiram 446% frente a setembro, totalizando 54 toneladas – com representação de 1,5% das compras.


BALANÇA COMERCIAL – Em termos de valores totais, a balança comercial apresentou déficit de US$ 59,6 milhões em outubro, redução de 8,4% frente ao registrado de setembro/20. Em volume, o déficit se reduziu 7,8% de setembro para outubro, a 18,8 mil toneladas.