Preços internos e externos de milho renovam máximas

21-01-2021 08:22:54 Por: Carolina Camargo Nogueira Sales, Boletim do leite Cepea

Preços internos e externos de milho renovam máximas
Estimativas de menor oferta de milho no Brasil e nos Estados Unidos impulsionaram com expressividade as cotações do cereal neste início de janeiro. Assim, compradores têm adquirido apenas lotes pequenos, devido aos elevados patamares dos preços e ao baixo volume ofertado pelos vendedores, que, por sua vez, têm expectativas de maiores valorizações.

No Brasil, a safra verão deve ter recuo de 6,9%, totalizando 23,91 milhões de toneladas. No agregado (considerando- -se primeira, segunda e terceira safras), a produção está estimada em 102,3 milhões de toneladas, queda de 0,2% em relação à da temporada 2019/20. Para o mercado internacional, com menor produção do Brasil, Argentina e Estados Unidos e maior consumo da China, o estoque no fim da temporada, em 2022, deve ser de 283,83 milhões de toneladas, o menor desde 2014/15.


Quanto aos preços, no acumulado da primeira quinzena de janeiro, as médias das regiões acompanhadas pelo Cepea avançaram 11,5% no mercado de balcão (preço pago ao produtor) e 10,1% no de disponível (negociação entre empresas). Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou alta de 7,5% no mesmo período, fechando a R$ 84,52/sc da 60 kg no dia 15, o maior patamar nominal registrado na série histórica do Cepea, iniciada em 2004.

Na CME Group (Bolsa de Chicago), o primeiro vencimento (Mar/21) do cereal atingiu os maiores patamares desde a abertura do contrato, registrando alta de significativos 9,81% no acumulado da quinzena, a US$ 5,315/bushel (US$ 209,24/t) no dia 15.