Preço dos alimentos é o maior desde 2014 e lácteos sobem 1,6%

05-02-2021 13:50:37 Por: Valor Econômico

Preço dos alimentos é o maior desde 2014 e lácteos sobem 1,6%
O índice de preços dos alimentos medido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) chegou a 113,3 pontos em janeiro, seu maior nível desde julho de 2014. O aumento em relação a dezembro foi de 4,3%.

Em janeiro, o indicador subiu pelo oitavo mês consecutivo. A FAO também revisou para cima a média de dezembro, de 107,5 para 108,6 pontos.

Em comunicado, a entidade internacional afirma que a alta foi resultado dos preços internacionais dos cereais, açúcares e óleos vegetais. O indicador para cereais teve média de 124,2 pontos em janeiro, com forte elevação de 8,3 pontos (7,1%) em relação a dezembro — foi seu sétimo aumento mensal consecutivo.

Os preços internacionais do milho subiram 11,2% na comparação mensal, refletindo a oferta global cada vez mais restrita, com produção e estoques mais baixos do que o esperado nos Estados Unidos e compras substanciais feitas pela China. A FAO também lembrou que Argentina e Rússia, grandes fornecedores de trigo, elevaram os controles para exportação desses cereais, elevando os preços globais.


Os preços dos óleos vegetais aumentaram 5,8% (7,7 pontos), em janeiro, com 138,8 pontos, nível mais alto desde 2012. A razão principal, disse a FAO no relatório, é que a produção de óleo de palma na Indonésia e na Malásia ficou abaixo do esperado, em virtude do excesso de chuvas, enquanto as greves na Argentina reduziram o fornecimento global de óleo de soja.

Os preços do açúcar subiram 8,1%, para 94,2 pontos, seu maior nível desde maio de 2017. A forte demanda e o aumento do preço do petróleo, junto com a desvalorização do real em relação ao dólar, causaram essa elevação no preço do açúcar.


O indicador para lácteos subiu pelo oitavo mês consecutivo e teve média de 111 pontos em janeiro, 1,7 pontos, isto é, 1,6% acima de dezembro.

Por fim, o subíndice de carnes da FAO teve média de 96 pontos em janeiro, alta de 0,9 pontos (1%) em relação a dezembro de 2020, marcando o quarto aumento mensal consecutivo. Todas as carnes subiram no mercado internacional.