Queijo do Serro busca o aval do Selo Arte

23-04-2021 10:21:09 Por:

Queijo do Serro busca o aval do Selo Arte
A pandemia de Covid-19 e as medidas para conter o seu avanço impactaram as atividades econômicas, e um dos setores afetados foi o do queijo. Na região produtora do Queijo Minas Artesanal (QMA) do Serro, a demanda caiu e os custos de produção ficaram mais elevados.

Há mais de 300 anos, a família da produtora Estela Simões, da Fazenda São Jorge, em Conceição do Mato Dentro, produz queijo na região e, diante dos desafios, está investindo na melhoria dos processos, na busca por certificações e ampliação do mercado para o queijo Dona Iaiá. A expectativa de Estela é adaptar os processos e conseguir o Selo Arte, que permite a comercialização dos produtos artesanais em todo o País. Além disso, a produção será aumentada, o que é importante para diluir os custos.

Uma das formas encontradas para que os desafios impostos pela pandemia sejam superados foi participar de projeto da Anglo American. A mineradora criou um auxílio emergencial para os produtores de queijo minas da região do Serro e irá investir R$ 1 milhão nas unidades produtoras.


Os recursos serão distribuídos entre 54 produtores do queijo minas artesanal que foram selecionados pela empresa. O objetivo é financiar a atividade que foi afetada pela crise gerada pela pandemia de Covid-19 e contribuir para a melhoria social e econômica da região.

Em média, cada produtor deverá receber cerca de R$ 20 mil, que poderão ser usados na manutenção da produção e também em melhorias dos processos, inclusive para a busca de certificação. Os recursos deverão ser utilizados em até 12 meses.

Expansão - Estela explica que as verbas que serão disponibilizadas pela Anglo serão fundamentais para que os planos de expansão da produção e de adaptação da propriedade sejam concluídos. “Nós já temos a certificação do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que nos ajudou a melhorar a qualidade e a divulgação do nosso queijo. Agora, com os recursos da Anglo e parte nossa, vamos mudar as instalações para conseguir o Selo Arte. A certificação será importante para que nosso queijo, o Dona Iaiá, possa ser comercializado no País todo. Também queremos aumentar nossa produção, de dez peças por dia, para 30 ao dia”.


O recurso financeiro será utilizado para compra de maquinário, como ordenhas, e na estrutura física. O objetivo é automatizar a produção e atender a requisitos sanitários.

“Quando se consegue ter queijos de melhor qualidade, conseguimos agregar valor e cobrir os custos de produção, que são muitos e ficaram mais caros com a pandemia. Ao aumentar a produção, também conseguimos diluir. A pandemia afetou de forma negativa nossas vendas, que, devido às restrições de funcionamento, ainda não se recuperaram totalmente. Mas estamos nos preparando e buscando alternativas. Quando as vendas caem, por exemplo, deixamos os queijos maturando por mais tempo”, explicou.

As informações são do Diário do Comércio.