Preço do leite pago ao produtor de MT apresentou leve alta de 0,82%

04-05-2021 10:26:03 Por:

Preço do leite pago ao produtor de MT apresentou leve alta de 0,82%
Reajustes: abril se encerrou e, com isso, os laticínios mato-grossenses realizaram o pagamento aos produtores pelo leite captado em mar.21. Foi observada uma leve alta no preço médio do litro do leite, sendo 0,82% maior no comparativo mensal, logo, o valor médio pago ao produtor pelo leite captado em março foi de R$ 1,61/l, em Mato Grosso.

Esse aumento no preço do leite foi puxado pelas regiões oeste (7,03%) e norte (1,10%), uma vez que as demais regiões do estado apresentaram queda em seus preços. Apesar de esse preço ser ainda menor que os patamares do 4º trim.20 (R$ 1,73/l), é importante frisar que o valor pago em março é o maior já registrado para o mês dentro da série histórica do Imea e supera em 57,69% o preço de mar.20. Este cenário de preços foi reflexo do aumento no custo de produção, e de uma maior demanda externa, uma vez que as exportações de lácteos apresentaram um aumento de 74,65% em mar.21.


O índice de captação de leite apresentou decréscimo de 8,65% ante o mês passado. O recuo na oferta da matéria-prima foi pautado pela greve dos produtores da região oeste de Mato Grosso. No mercado atacadista, após registrar queda por dois meses consecutivos, o preço do leite UHT aumentou 5,77% nas indústrias. Em contrapartida, o queijo muçarela seguiu em tendência de queda, de 1,46% no comparativo mensal.

Com a valorização no preço do leite pago ao produtor, a relação de troca da matéria-prima com o farelo de soja melhorou, pois decresceu 9,08% no comparativo mensal e fechou em 1,50 mil l/ton. A alta no dólar limitou as importações de produtos lácteos, logo, em mar.21 a demanda interna por derivados internacionais caíram 1,30% no comparativo mensal.

Novo aumento: segundo levantamento do Imea, o Custo Operacional Efetivo (COE) para a bovinocultura de leite de MT no 1º trim.21 foi de R$ 0,75/l, o que significa um acréscimo de R$ 0,16/l em relação ao ano de 2020. Entre os componentes do COE, dois se destacaram por serem os principais motivos para o avanço apresentado: o custo com suplementação (+R$ 0,04/l) e o custo com aquisição de animais (+R$ 0,07/l).


O primeiro item foi puxado pelo aumento no preço da saca do milho, que é o principal concentrado energético para alimentação animal. Já a alta no custo com aquisição de animais (em que se considera aquisição de touros) foi causado pela valorização da arroba do boi. Alguns produtores encontram na valorização da arroba bovina uma alternativa de maior rentabilidade, e descartam seus animais para o abate. Diante disso, o aumento no custo de produção vem espremendo a margem do produtor de leite, o que pode desestimular a produção no estado.

As informações são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. Foto: Sandra Brito/Embrapa.