Preços dos lácteos voltam a ganhar força

02-06-2021 10:02:31 Por:

Preços dos lácteos voltam a ganhar força
O mês de maio foi de valorização para os preços dos lácteos, influenciada pela baixa disponibilidade de leite no campo devido a entressafra e pela redução dos estoques industriais. A menor entrada de leite via importação e uma exportação um pouco maior também contribuiu para a elevação dos preços.

Vale destacar que a valorização foi maior na segunda quinzena do mês, quando o mercado Spot registrou forte alta de preços. Houve valorização também nos mercados de queijo muçarela e de leite UHT. O leite em pó, penalizado pela menor demanda do Norte-Nordeste e aumento dos estoques, apresentou valorização mais modesta. De todo modo, essa recuperação nos preços tende a melhorar as margens no produtor e na indústria, ambos com rentabilidade apertada.


Conseleites estaduais projetam nova alta para o pagamento de junhoEm maio, o preço do leite ao produtor registrou a segunda alta consecutiva, de 2,7%, fechando a R$2,04 na média nacional. Para o pagamento de junho, os Conseleites projetam nova elevação. A maior alta projetada foi no Paraná, de 6,5%, seguida de Santa Catarina (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,2%). Já em Minas Gerais, a projeção de alta foi mais tímida, de 0,7%.

Milho mantêm valorização enquanto farelo, boi gordo e bezerro recuamO preço do milho continuou pressionado durante o mês de maio, chegando a superar R$100,00 por saca. A demanda aquecida associada à baixa disponibilidade e as perdas projetadas para a safrinha têm contribuído para manter as cotações elevadas. Uma ligeira queda foi observada no final do mês com o recuo nos preços internacionais e maior oferta das tradings no mercado brasileiro. O preço do farelo de soja segue com desvalorização, mas ainda em patamar bem elevado. O mês também foi de queda para o boi gordo e o bezerro. O período seco, a necessidade de venda dos animais pós desmama e a menor liquidez pressionou as cotações. No cenário macroeconômico, destaque para o aumento nas estimativas de crescimento do PIB brasileiro, em torno de 4% para 2021.

As informações são do CILeite.