Preço do leite pago ao produtor de MT apresentou alta de 3,44%

08-06-2021 14:10:19 Por:

Preço do leite pago ao produtor de MT apresentou alta de 3,44%
As exportações de lácteos do Brasil atingiram, em abril.21, volumes recordes dos últimos cinco anos. Segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 4,3 mil t de derivados lácteos, o que significa um salto de 57,53% em comparação ao mês de março. Mas tal marca pode significar o início de um novo patamar no comércio internacional de lácteos?

Em abril, só um país foi responsável por 44,16% do volume exportado. Com a aquisição de 1,9 mil t de produtos lácteos brasileiros, a Argélia foi o principal agente, e foi o que puxou as exportações para o recorde alcançado. No entanto, conforme dados preliminares da Secex, até o dia 28/05 as saídas de lácteos referentes a maio somavam 3,1 mil t. Logo, apesar da queda de 27,28% em relação ao mês de abril, o volume já exportado em maio é 18,27% maior que a média dos quatro primeiros meses do ano, sendo recorde para um período de baixa produtividade.


O preço do leite pago ao produtor em mai.21, referente ao volume captado em abr.21, foi cotado a R$ 1,66/l, resultando no acréscimo mensal de 3,44%. Em abr.21, o índice de captação reduziu 4,52% ante o mês anterior. Esse cenário esteve pautado na menor oferta de matéria-prima no estado. No mercado atacadista, após seis meses em queda, o preço do queijo muçarela apresentou alta de 5,66% no comparativo mensal, e fechou a R$ 21,99/kg.

O índice de captação de leite do Imea vem apresentando seguidas quedas desde o início do ano. Apesar de ser um período de chuvas e alta produtividade, no 1ºtri.21 o índice médio foi de 68,26 em MT. A média de captação dos três primeiros meses do ano de 2021 é 10,06% menor se comparado com a média do mesmo período do ano passado (75,89). Como já citado, o início do ano é o período de maior concentração de chuvas, logo, com um pasto jovem e abundante, o rendimento tende a ser maior nas fazendas leiteiras.


No 1º tri.21 o volume total de chuva foi de 76,05 mil mm em todo o MT, ou seja, 8,59% maior que o do ano de 2020 e 3,33% superior ao volume apresentado no 1º tri.19. Logo, apesar de a precipitação dos três primeiros meses de 2021 ser superior à dos últimos dois anos, isso não se refletiu no índice de captação, uma vez que outros fatores, como o custo com alimentação, que desestimula a produção, além do baixo nível de precipitação ocorrido entre set.20 e dez.20.

As informações são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. Foto: Gisele Rosso / Embrapa.