Cotações dos derivados lácteos seguem em alta

18-06-2021 15:41:00 Por: Beatriz Pina e André Carvalho em Boletim do Leite Cepea

Cotações dos derivados lácteos seguem em alta
Pesquisas do Cepea realizadas com o apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostram que os preços dos derivados lácteos se mantiveram em alta de abril para maio. Os leites UHT e em pó (400g) se valorizaram 5,2% e 0,6%, respectivamente, com as médias indo para R$ 3,26/litro e R$ 23,95/kg, em maio. Mesmo com a elevação nos preços dos produtos, a demanda se manteve relativamente estável. Já as negociações envolvendo o queijo muçarela continuaram firmes, devido ao baixo estoque, com a média de maio a R$ 24,36/kg, avanço de 11,6%em relação ao mês anterior.

Entre maio/20 e maio/21, todos os derivados registraram altas reais nos preços: de 25,4% para o leite em pó, de 24,4% para a muçarela e de 11,5% para o leite UHT (valores deflacionados pelo IPCA maio/21). Aqui ressalta-se a disparidade do aumento no valor do leite UHT em relação aos demais lácteos acompanhados nesta pesquisa. Isso porque o leite UHT é um produto de cesta básica e há grande pressão dos canais de distribuição para preços mais acessíveis, que possam atrair consumidores não só de lácteos.


A valorização dos lácteos se deve à oferta limitada da matéria-prima. Esta, por sua vez, está atrelada ao período de entressafra, marcado pela seca, e ao aumento dos custos de produção. A maior disputa das empresas pela compra de matéria-prima tem elevado os preços aos produtores.

Junho – Na primeira quinzena do mês, as cotações dos lácteos seguiram avançando, tendo em vista que a competição pela compra de matéria-prima se manteve intensa. Na parcial do mês (de 1º a 15 de junho), os valores médios do leite UHT, da muçarela e do leite em pó (440g) foram de R$ 3,55/litro, de R$ 28,42/kg e de R$ 24,75/kg, respectivamente, sendo 9%, 16,7% e 3,3%, acima dos de maio.


Segundo agentes consultados pelo Cepea, as negociações de muçarela e de leite em pó seguiram firmes, por conta dos baixos estoques. Muitas empresas têm reportado mudanças no portfólio de produção dos derivados, para evitar estoques elevados e tentar garantir margens em mercados diferentes de lácteos. No entanto, no caso do UHT, agentes sinalizaram maior dificuldade nas negociações, devido ao alto preço e ao consumo retraído.

As informações são da Beatriz Pina e André Carvalho em Boletim do Leite Cepea.