Preço do leite pago ao produtor de MT apresentou nova máxima, sendo cotado a R$ 1,87/l

08-07-2021 13:49:46 Por: Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária

Preço do leite pago ao produtor de MT apresentou nova máxima, sendo cotado a R$ 1,87/l
Em jun.21, o IBGE divulgou os dados referentes à produção de leite no 1°trim.21. Conforme divulgado pelo Instituto, observou-se que em Mato Grosso a captação de leite aumentou 2,25% ante o 4°trim.20, com um total de 1,27 milhão de litros produzidos. No entanto, ante o 1°trim.20, houve queda de 10,12%, além disso, é a menor captação já registrada para o primeiro trimestre desde o ano de 2008.

Isso porque, apesar do maior volume de precipitações no período, a alta nos custos com alimentação do gado leiteiro e uma demanda fragilizada estreitaram as margens do produtor, o que reduz a produção de leite no estado. Já para os meses seguintes, devido ao início do período de entressafra, o índice de captação do Imea (Icap-L) registrou seguidas quedas em abr.21 e mai.21, logo, a produção de leite em Mato Grosso pode apresentar decréscimo no 2°trim.21.


Em jun.21, impulsionado pelo maior aumento nos preços do leite em MT, o diferencial de base apresentou incremento de 10,81% e fechou em -R$ 0,33/l. Com a oferta de matéria-prima mais restrita neste período de entressafra, o índice de captação decresceu 2,51% no comparativo mensal. O preço do leite UHT subiu 11,43% devido a oferta, que segue limitada, o que ocasionou uma maior competitividade por parte das indústrias.

Em jun.21, o preço médio do leite captado em mai.21 apresentou uma nova máxima na série histórica do Imea, sendo cotado a R$ 1,87/l, em valores nominais. Além do período de oferta restrita no campo, o custo de produção vem crescendo gradativamente, o que por consequência desestimula a produção de leite e impulsiona os preços no estado. Como apresentado no gráfico ao lado, o preço do leite pago ao produtor atinge seu patamar máximo no período de entressafra (abr. a set.), o que mostra a influência desse intervalo para o setor.


Entretanto, é importante destacar que em 2020 a demanda estava bem aquecida, e o período de cheias (já iniciado em out.) apresentou um volume menor de precipitação, o que reduziu a produtividade nas propriedades leiteiras e alavancou o preço do leite. Por fim, os fatores que balizaram o mercado no ano passado permaneceram em 2021, no entanto, em função do cenário nos próximos meses de seca, o preço do leite pode apresentar novo aumento.