Torneio leiteiro no Pará incentiva a pecuária bubalina

03-08-2021 11:30:42 Por: Sedap. Foto: Mateus Costa / Ascom Sedap

Torneio leiteiro no Pará incentiva a pecuária bubalina
Durante três dias, 12 propriedades de Cachoeira de Arari, município do Arquipélago do Marajó, recebem a visita de técnicos especializados para o acompanhamento da produção de leite. A visita faz parte do I Torneio Leiteiro de Cachoeira do Arari, iniciado na quarta-feira (28) e com encerramento no próximo sábado (31). A programação recebe o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap).

O coordenador do torneio, Gerson Cota Mota, disse que se trata de uma prova de zootecnia, que começa com a “esgota das búfalas”, que são ordenhadas em diferentes propriedades no mesmo dia e hora. Nesse processo é feita a secagem do leite, para posterior produção do líquido. "Seguem três dias de pesagem. É somada depois a quantidade de leite obtida nesses dias e se estabelece uma média de parâmetro, para ser a média do torneio", explicou Gerson Mota.


A primeira pesagem é feita 24 horas após a ordenha. "Elas são colocadas numa sala própria, onde os fiscais fazem o apojo, que é o procedimento que consiste em aproximar o bezerro da mãe. Isso a estimula a arriar leite, e quando o ordenhador entra para tirar o produto, a gente faz a pesagem do que a búfala produziu naquele dia. No outro dia, fazemos o mesmo processo", informou o coordenador.

Estímulo - Com a pandemia de Covid-19 houve necessidade de buscar alternativas para garantir a segurança de todos contra o novo coronavírus, inclusive dos animais. "As equipes de fiscais visitam ao mesmo tempo as propriedades dos criadores participantes, e lá é feita a pesagem. A pandemia obrigou a nos reinventarmos", acrescentou.

Os técnicos que avaliam a produção leiteira entre os competidores, disse Gerson Mota, são alunos acadêmicos de Zootecnia e Medicina Veterinária, e profissionais que fazem pós-graduação. São 28 fiscais treinados. Segundo ele, a coordenação da programação estima que no sábado seja divulgado o resultado do torneio.


O coordenador de Produção Animal da Sedap, Ronnald Tavares, informou que o apoio da Secretaria aos torneios ou feiras agropecuárias é um estímulo ao aumento da produção e comercialização do leite de búfala, produto que é referência do Marajó. "O papel fundamental da Sedap é fomentar o desenvolvimento das cadeias agropecuárias no Estado. Um evento dessa natureza é ótimo para o produtor expor tudo aquilo que vem acontecendo na sua propriedade. O torneio leiteiro serve como uma vitrine para todo o trabalho dele ao longo dos anos, como manejo alimentar, melhoramento das instalações e genético. Valoriza os animais e a produção de leite. A bubalinocultura é um cartão postal do Marajó e do Estado", ressaltou.

Ronnald Tavares destacou ainda que diversas iniciativas, como os programas de melhoramento genético desenvolvidos pela Sedap, com apoio de parceiros, melhorou a produtividade dos animais. Capacitação dos produtores locais e assistência técnica também são algumas das ações da Sedap para melhorar a produção bubalina no Pará.

João Rocha, proprietário da Fazenda Paraíso e presidente da Associação Paraense dos Criadores de Búfalos, disse que o torneio “veio para ficar”, devido à grande adesão. No mês passado foi realizado o torneio estadual, com a participação de 16 criadores. O torneio realizado em Cachoeira do Arari tem quase o mesmo número – são mais de 40 búfalas participando.


O torneio é importante para fomentar a produtividade e a organização da pecuária bubalina em Cachoeira do Arari. "É um estímulo e um avanço à cadeia produtiva, além de ser a união e organização, para atender todos os queijeiros de Cachoeira do Arari e adjacências, como os municípios vizinhos que compram aqui na nossa região", frisou João Rocha.

O I Torneio Leiteiro também é uma grande oportunidade de aprendizado aos acadêmicos das instituições de ensino. A estudante Larissa Teixeira, aluna do quarto semestre de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), contou que já havia “ouvido falar bastante” na Universidade sobre a grandiosidade da bubalinocultura do Marajó, "mas aqui a gente vivencia e acompanha todo o processo de produção até o produto final, que é o leite. A gente aprende com os produtores todo o processo. E ir para o mercado do trabalho com essa vivência é um abraço".

As informações são da Sedap. Foto: Mateus Costa / Ascom Sedap.