Custos da pecuária leiteira avançam 1% no mês e 14% no ano

21-09-2021 14:42:58 Por: Caio Monteiro, Boletim do leite Cepea

Custos da pecuária leiteira avançam 1% no mês e 14% no ano
O COE (Custo Operacional Efetivo) da pecuária leiteira subiu 1,02% de julho para agosto na “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). De janeiro a agosto deste ano, o COE acumula alta de 14,05% - no mesmo período do ano passado, a elevação era de 7,57%. Em agosto, o aumento no custo de produção seguiu influenciado principalmente pela valorização dos suplementos minerais, dos adubos e das rações concentradas.

Os preços dos suplementos minerais subiram 3,06% de julho para agosto, mais uma vez motivados pela demanda firme, devido a condições climáticas adversas e à baixa qualidade das forragens no campo.
Além disso, entraves logísticos elevaram os custos de frete, encarecendo esses insumos. No acumulado de 2021, esse grupo de custo acumula alta de 23,70% na “média Brasil”. Os estados que apresentaram avanços mais significativos em 2021 são Minas Gerais (36,44%), Bahia (33,20%) e Paraná (27,09%).


Com a proximidade do início da safra 2021/22 de grãos, a demanda por adubos e corretivos também segue elevada. Além disso, a falta de matéria-prima, a valorização do dólar frente ao Real e o encarecimento dos fretes influenciaram no aumento dos preços.
Em agosto, adubos e corretivos se valorizaram 1,62% em relação a julho na “média Brasil”. No acumulado do ano (de janeiro a agosto), o avanço é de fortes 39,96%. Dentre os estados acompanhados pelo Cepea, os que apresentaram elevações mais expressivas foram MG (2,64%), SP (2,57%) e SC (1,37%).

Os preços dos concentrados subiram 1,19% em agosto, influenciados pelas contínuas altas nos preços dos grãos. De janeiro a agosto, as rações se valorizaram 13,03% na “média Brasil”. Dentre os estados pesquisados, os que registraram aumentos mais significativos em agosto foram GO (3,24%), SC (2,35%) e PR (1,74%). No atual cenário, os altos custos com a alimentação têm sido o principal fator de pressão nas margens dos produtores, visto que esses gastos podem representar até 45% do total.