Importações de lácteos sobem no terceiro trimestre de 2021

20-10-2021 10:28:00 Por: Munira Nasrrallah e Juliana Santos, Boletim do leite Cepea

Importações de lácteos sobem no terceiro trimestre de 2021
As importações de produtos lácteos somaram 30,4 mil toneladas no 3º trimestre de 2021, 23,5% acima do volume registrado no 2º trimestre, segundo dados da Comex. Contudo, na comparação com o mesmo período de 2020, quando as importações alcançaram 54,2 mil toneladas, houve queda de 44%. O resultado do 3º trimestre deste ano reflete a baixa oferta de leite no período – que levou à necessidade de importação para suprir a demanda doméstica. Entretanto, a desvalorização do Real frente ao dólar e o enfraquecido poder de compra dos brasileiros foram fatores que limitaram as aquisições de lácteos na comparação com o 3º tri de 2020.

Os leites em pó, cujas aquisições no 3º tri de 2021 representaram 50,3% do total, foram negociados na média de US$ 3,41/kg, 24% acima da do mesmo período de 2020, de US$ 2,75/kg. Os queijos representaram 30% do total, com preço médio de US$ 8,10/ kg no 3º tri de 2021, contra US$ 7,39/kg em 2020.


Quanto às exportações, o volume total embarcado no 3º tri de 2021 cresceu 10% frente ao do mesmo período de 2020, somando 9,6 mil toneladas. O leite em pó e o soro de leite impulsionaram esse avanço, representando, juntos, 25% do total exportado. Contudo, frente ao 2º tri de 2021, o volume de lácteos exportados recuou 26%.

SETEMBRO – O volume importado de lácteos aumentou 4,8% de agosto para setembro, mas caiu 54% na comparação com set/20, somando 10,6 mil t. O leite em pó, que teve participação de 50% no total importado no mês, registrou alta de 3,7% na mesma comparação, somando 5,2 mil t. Em contrapartida, quando comparado a set/20, houve queda de 67,6%. As exportações, por sua vez, caíram 17,3% no comparativo mensal, totalizando 2,6 mil t em set/21. Deste volume, 50,2% referem-se a leite condensado e creme de leite, somando 781 e 549 toneladas, respectivamente – aumentos de 29,5% e de 5,3% frente ao mês anterior, na mesma ordem. Diante deste cenário, o déficit na balança comercial cresceu 8% de agosto para setembro, totalizando US$ 31,8 milhões. Em volume, o déficit foi de 9 mil toneladas, 15,1% acima do de ago/21.