Menor demanda e queda externa pressionam cotações do farelo de soja no mercado brasileiro

20-10-2021 10:35:31 Por: Débora Kelen Pereira da Silva, Boletim do leite Cepea

Menor demanda e queda externa pressionam cotações do farelo de soja no mercado brasileiro
O enfraquecimento da demanda doméstica, a queda no preço da matéria-prima e a desvalorização externa pressionaram as cotações do farelo de soja no mercado brasileiro na primeira quinzena de outubro.

Grande parte dos consumidores ainda tem lotes de contratos para receber e, por isso, não está ativa nas comercializações de curto prazo. Além disso, o aumento na demanda por óleo de soja incentiva as indústrias a aumentar o processamento, resultando em maior excedente de farelo de soja.

Com isso, na média das regiões pesquisadas pelo Cepea, os preços do farelo de soja caíram 1,2% entre a média de setembro e a da primeira quinzena de outubro. No comparativo anual, as cotações deste subproduto estão 8,2% menores.


Na CME Group (Bolsa de Chicago), o contrato de primeiro vencimento do farelo de soja cedeu 5,8% entre a média de setembro e a da parcial de outubro, fechando a US$ 318,31/tonelada curta (US$ 350,87/t), a menor média mensal desde agosto/20, quando o derivado foi negociado a US$ 290,11/tonelada curta (US$ 319,79/t).

Para a safra 2021/22, as indústrias devem seguir com o desafio de comercializar farelo de soja. Segundo o USDA, o consumo mundial do derivado deve crescer apenas 3,18% entre as safras 2020/21 e 2021/22, enquanto o consumo de óleo pode aumentar 1,27% na área alimentícia e significativos 9,9% no segmento industrial.