Produtor adota nova técnica e alcança maior produtividade

22-10-2021 10:47:09 Por: Ricardo Guimarães, Faemg

Produtor adota nova técnica e alcança maior produtividade
Desde que o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Balde Cheio chegou à fazenda do produtor Manoel Antônio Sobral, no município de Manga, transformou o trabalho e permitiu aumento da produção. Na pequena propriedade, de 17,5 hectares, a média de leite por dia saltou de 80 para 140 litros em menos de dois anos de ATeG.

“Criar o gado sempre foi uma dificuldade. Eu tinha um grande desgaste e pouco rendimento. Quando o técnico chegou, ele instruiu a fazer algumas modificações. Sempre trabalhei na roça, mas não tinha esses conhecimentos. A gente vai trabalhando e vai aprendendo mais”. Foram duas as principais mudanças: a correção da adubação do solo e, em seguida, o aproveitamento de uma área pouco usada para o sistema de pastejo rotacionado, que ocupa hoje 0,9 hectares da fazenda.


“O produtor tinha uma área parada e com sistema de irrigação montado. Medimos o local, fizemos a análise de solo e definimos o número de piquetes. Inicialmente, o produtor ficou receoso em adotar a técnica, mas apresentei índices e resultados de outros atendimentos, conversei com ele sobre a capacidade de produzir um volumoso de melhor qualidade e com custo menor”, afirmou o técnico Carlos César Rodrigues dos Santos.

Instalada a tecnologia, logo os resultados começaram a aparecer. Em menos de 60 dias, o capim plantado na área deu ponto de corte. Em um primeiro momento, 12 animais foram colocados no sistema de pastejo rotacionado. Eles ficavam no local até o meio-dia, recebendo depois, como complemento de alimentação, a cana.

Agora são seis vacas, rodando no piquete 24 horas, só saindo na hora da retirada do leite. “Quando comecei as visitas à propriedade, quase 80% do trato dos animais era com capim picado no cocho. Era um alimento com qualidade inferior, pois havia passado do ponto ideal de corte e ainda não tinha recebido nada de adubo. Com as tecnologias adotadas, conseguimos produzir mais e ter uma melhor rentabilidade do sistema”.


Recentemente, o técnico fez um balanço dos ganhos financeiros, mostrando a rentabilidade da área onde foi montado o sistema rotacionado em comparação com o modelo anterior utilizado pelo produtor. Pegando como base os custos de caixa, como despesas de adubo, mineral, concentrado, irrigação e medicamentos, o produtor vem tendo um saldo aproximado de R$ 520 por animal/mês. Os animais que ainda estão somente no cocho estão com saldo menor, cerca de R$ 42 por vaca. 

Os bons números alegram Manoel Antônio, que, durante muitos anos, trabalhou como funcionário em fazendas e começou o seu próprio negócio rural do zero. “Todo mundo que chega aqui vê a diferença. As pessoas perguntam como o trabalho foi feito. No início, alguns não acreditavam e eu também não, porque é um investimento de vida inteira. Antes, só comprando ração fora não dava. Agora, fico com as contas em dia”.

A expectativa é que, nas próximas semanas, o produtor amplie o pastejo rotacionado para mais um hectare, utilizando um novo capim para maior valor proteico. A ideia é que o capim picado ainda siga em uso, mas em momentos certos, como nas temperaturas mais baixas do ano. “A mão de obra dele é 100% familiar, e eles não tinham tempo para lazer, já que ficavam presos no trato dos animais. Agora, além dos benefícios para a produção, o tempo gasto no trabalho foi reduzido, garantindo um ganho de qualidade de vida para a família”, finalizou Carlos César.

As informações são do Faemg.